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Exercícios sobre Belle Époque

Exercícios de História

Com estes exercícios sobre Belle Époque, você pode testar seus conhecimentos sobre os anos que antecederam a Primeira Guerra Mundial. Publicado por: Cláudio Fernandes
questão 1

(FUVEST) "As lâmpadas estão se apagando na Europa inteira. Não as veremos brilhar outra vez em nossa existência." Sobre essa frase, proferida por Edward Grey, secretário das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, em agosto de 1914, pode-se afirmar que exprime:

a) a percepção de que a guerra, que estava começando naquele momento e que iria envolver toda a Europa, marcava o fim de uma cultura, de uma época, conhecida como a Belle Époque;

b) a desilusão de quem sabe que a guerra, que começava naquele momento, entre a Grã-Bretanha e a Alemanha, iria sepultar toda uma política de esforços diplomáticos visando a evitar o conflito;

c) a compreensão de quem, por ser muito velho, consegue perceber que também aquela guerra, embora longa e sangrenta, iria terminar um dia, permitindo que a Europa voltasse a brilhar;

d) a ilusão de que, apesar de tudo, a guerra que estava começando iria, por causa de seu caráter mortal e generalizado, ser o último grande conflito armado a envolver todos os países da Europa;

e) a convicção de que à guerra que acabava de começar e que iria envolver todo o continente europeu haveria de suceder uma outra, a Segunda Guerra Mundial, antes de a paz definitiva ser alcançada.

questão 2

“[…] A modernidade não emergiu virgem nas trincheiras de Somme. Muito antes de 1914, já se afirmava solidamente nas mentes e nas vidas da Europa. A Primeira Guerra não funcionou como elemento gerador, mas catalisador, forçando velhas estruturas a ruir mais rapidamente e novas identidades a se afirmar mais facilmente.” (BLOM, Philip. Anos vertiginosos: mudança de cultura no Ocidente – 1900-1914. trad. Clóvis Marques. Rio de Janeiro: Record, 2015. p. 16).

Partido da afirmação acima, podemos dizer que as décadas que antecederam a Primeira Guerra Mundial:

a) foram de guerras generalizadas no continente europeu, sem nenhum momento de paz.

b) foram de completa estagnação tecnológica.

c) foram marcadas pelo progresso tecnocientífico, que viabilizou a modernização dos grandes centros urbanos.

d) não exerceram grande impacto sobre as principais capitais europeias, como Paris e Viena.

e) não tiveram nenhum desenvolvimento nas artes.

questão 3

(UNIFESP) “Estamos no promontório dos séculos! De que serve olhar para trás… Queremos glorificar a guerra — a única cura para o mundo — o militarismo, o patriotismo, o gesto destruidor dos anarquistas… e o desprezo pelas mulheres. Queremos demolir os museus, as bibliotecas, combater a moralidade, o feminismo e toda a covardia oportunista e utilitária”.

Essa citação, extraída do Manifesto Futurista de 1909, expressa uma estética que contribuiu ideologicamente para a:

a) negação da ideia de progresso e, posteriormente, para a reação conservadora.

b) Guerra Civil Espanhola e, posteriormente, para o movimento vanguardista.

c) Revolução Russa de 1917 e, posteriormente, para a Segunda Guerra Mundial.

d) Primeira Guerra Mundial e, posteriormente, para o fascismo.

e) afirmação do surrealismo e, posteriormente, para a polarização dos anos vinte.

questão 4

Abaixo segue o trecho de uma entrevista com a psicanalista francesa Elizabeth Rudinesco.

Qual foi a sua motivação para escrever uma nova biografia de Freud?
Elisabeth Roudinesco:
Era importante que houvesse uma biografia em língua francesa. E eu queria mostrar Freud sob uma outra luz. Focalizei muito a questão de Viena, recolocando Freud no contexto vienense do final do século. A ideia era mostrar um Freud dividido entre o racional e o irracional. Suas errâncias, conflitos, inclusive na sua vida cotidiana, que foi muito importante. […] Eu também queria fazer esta síntese: Freud e as mulheres, Freud e o político diante do Nazismo, Freud no contexto vienense, na Belle Époque, Freud do final de século 19, com toda genealogia familiar, e a obra dele em seu desenvolvimento histórico. (Por Robson Viturino, em Fronteiras do Pensamento, publicado em 26 de setembro de 2016)

Rudinesco destaca que, na biografia que pretende escrever sobre Freud, quer dar evidência ao período em que o fundador da Psicanálise esteve entre o “racional e o irracional”, no clima da Viena da “Belle Époque”. Podemos afirmar que esse período:

a) foi irrelevante para Freud, já que a psicanálise só serviu para compreender as sociedades primitivas.

b) representou o declínio das ciências sociais e psicológicas e, com elas, da psicanálise.

c) não teve impacto decisivo para a teoria psicanalítica.

d) foi importante para Freud, pois representou sua saída de Viena para morar nos Estados Unidos.

e) representou o paradoxo da relação entre progresso material e preparação para a guerra total.

respostas
Questão 1

Letra A

A frase de Grey, proferida apenas um mês após o início da Primeira Guerra, revela a percepção do potencial destrutivo desta, que colocava em ameaça todo o progresso da civilização ocidental. Paradoxalmente, foi esse progresso, sobretudo no campo industrial, que viabilizou a invenção das armas mortíferas da Primeira Guerra.

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Questão 2

Letra C

O período anterior à Primeira Guerra Mundial, conhecido como “Belle Époque”, ficou marcado pelas grandes transformações da sociedade industrial europeia, em virtude da evolução de dispositivos tecnocientíficos. Isso construiu a atmosfera de modernidade e progresso que, por contraste, seria colocada à prova com a Primeira Guerra Mundial.

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Questão 3

Letra D

O futurismo foi uma das vanguardas artísticas modernistas da Europa do pré-guerra. Seus membros – principalmente o seu principal ideólogo, o italiano Marinetti – tinham fixação na ideia da violência e da guerra, bem como no clima efusivo da modernização tecnológica da sociedade industrial do século XIX. Após o fim da Primeira Guerra, Marinetti apoiou a ideia do “Estado forte”, do fascismo de Mussolini.

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Questão 4

Letra E

Freud e os psicanalistas que estruturaram a chamada “psicologia profunda” conseguiram, à época da “Belle Époque”, perceber o paradoxo em que a civilização ocidental estava encerrada na virada do século XIX para o século XX. De um lado, havia todo o furor com o progresso na área tecnocientífica, na urbanização dos centros urbanos etc.; de outro, o investimento maciço na modernização de armamento militar, como bombas, metralhadoras e gases tóxicos.

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