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Exercícios sobre as armadilhas que implicam na qualidade textual

Exercícios de Redação

As armadilhas que implicam na qualidade textual são representadas, na maioria das vezes, pelos chamados vícios de linguagem. Publicado por: Vânia Maria do Nascimento Duarte
questão 1

(FEI – SP)Identifique a alternativa em que ocorre um pleonasmo vicioso:

a) Ouvi com meus próprios ouvidos.

b) A casa, já não há quem a limpe.

c) Para abrir a embalagem, levante a alavanca para cima.

d) Bondade excessiva, não a tenho.

e) n.d.a.

questão 2

Acerca dos enunciados que seguem, sua tarefa consistirá em analisá-los, cujo intuito é atestar qual o vício de linguagem queneles se faz presente, justificando, pois, a razão de sua escolha:

a – Assim que Marcos encontrou João, falou sobre  sua aprovação no concurso.

b –Quando viram o perigo, todos entraram para dentro imediatamente.

c –Ao caminhar pela praça revitalizada, o que se via era mendingos pedindo esmolas.

d –Já estava muito acostumado a fazer a rúbrica, pois assinava todos os documentos que eram despachados no expediente de trabalho.

e –Falta imagens no texto.

f –Você precisa obedecer os seus pais.

g –Relembrarei-o do cumprimento das datas previstas.

h –Não vi ela passando por aqui.

questão 3

(Unitau-SP)Em “Envie-me já o catálogo de vendas”, temos:
a) ambiguidade
b) pleonasmo
c) barbarismo
d) colisão
e) cacofonia

questão 4

Levando em consideração os conhecimentos de que você dispõe, explique, ainda que em breves palavras, por que os chamados vícios de linguagem interferem de forma negativa na qualidade das mensagens que produzimos.

respostas
Questão 1

Atestamos que a alternativa correta se encontra representada pelaletra “A”, visto que se trata de uma ideia repetida, uma noção já inferida. Assim, o excesso de informações, desnecessárias por sinal, contribui de forma negativa na qualidade da mensagem. O fato se explica em razão de “próprios ouvidos” repetir uma ideia antes expressa, representada pela ação de ouvir. Quanto às demais alternativas (B, C e D), afirmamos que se encontram em pleno acordo com o padrão formal da linguagem.

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Questão 2

a – Ambiguidade, visto que o discurso se torna impreciso ao passo que não podemos identificar a pessoa a quem se atribui a aprovação no concurso. Dessa forma, retificando a mensagem, temos:

Marcos falou sobre a aprovação dele no concurso, assim que encontrou João.

b – Pleonasmo vicioso, haja vista que a expressão “entrar par dentro” representa uma ideia repetida, desnecessária, uma vez que a ação de entrar somente pode ser “para dentro”, pois seria impossível entrar “para fora”.

c – Cacografia, visto que a palavra “mendingos” se encontra grafada de forma incorreta, pois o certo é mendigos.

d - Silabada, uma vez que o vocábulo rúbrica aparece grafado de maneira inadequada, quando o correto é rubrica.

e – Solecismo de concordância, uma vez que o verbo deveria estar expresso no plural (faltam),justamente para estabelecer a concordância com “imagens”.

f – Solecismo de regência, visto que o verbo obedecer rege a preposição “a”, ou seja, o correto seria:

Você precisa obedecer aos seus pais.

g – Solecismo de colocação, pois pelo fato de se tratar de um verbo expresso no futuro, o cabível à mensagem seria o uso da mesóclise, isto é:

Relembrá-lo-ei do cumprimento das datas previstas.

h – Cacofonia, visto que a junção do verbo com o pronome (vi ela) provocou um aspecto sonoro desagradável. O correto, levando em conta o padrão formal da linguagem, seria:

Não a vi passando por aqui.

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Questão 3

A alternativa correta se encontra representada pelaletra “e”.

Acerca da questão em pauta, atestamos a presença de um desvio, ora representado pela cacofonia, visto que a colocação pronominal (envie-me), associada na sequência com o advérbio de tempo “já”, provocou um som desagradável.

Dessa forma, retificando, temos:

Envie-me o catálogo de vendas, já.

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Questão 4

Nós, na qualidade de emissores, ao proferirmos uma mensagem qualquer, temos uma finalidade discursiva a materializar, um propósito a cumprir, ou seja, desejamos obter “algo” mediante o que falamos ou escrevemos. Dessa forma, temos sempre que nos conscientizar de que somos submetidos a um padrão convencional que rege a linguagem escrita de uma forma geral – presente nas situações específicas de interlocução. Assim, quando, por um motivo ou outro, ocorre desvios que transgridem esse convencionalismo, o discurso, além de ficar comprometido, torna-se impreciso, inadequado. Outro aspecto se torna passível de menção, justificado pelo fato de que tais desvios são cometidos pela inabilidade advinda do emissor ou até mesmo por simples descuido.

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