Exercícios sobre figuras de pensamento
Resolva esta lista de exercícios sobre figuras de pensamento, tais como ironia, hipérbole, eufemismo, antítese, paradoxo, prosopopeia, entre outras.
(Enem) Oxímoro (ou paradoxo) é uma construção textual que agrupa significados que se excluem mutuamente. Para Garfield, a frase de saudação de Jon (tirinha abaixo) expressa o maior de todos os oxímoros.
Folha de S. Paulo, 31 de julho de 2000.
Nas alternativas abaixo, estão transcritos versos retirados do poema “O operário em
construção”. Pode-se afirmar que ocorre um oxímoro em
A) “Era ele que erguia casas
Onde antes só havia chão.”
B) “...a casa que ele fazia
Sendo a sua liberdade
Era a sua escravidão.”
C) “Naquela casa vazia
Que ele mesmo levantara
Um mundo novo nascia
De que sequer suspeitava.”
D) “...o operário faz a coisa
E a coisa faz o operário.”
E) “Ele, um humilde operário
Um operário que sabia
Exercer a profissão.”
MORAES, Vinicius de. Antologia poética. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.
(Enem)
Irmãos em livros
Outro dia, num táxi, o motorista me disse que “gostava de ler” e “comprava muitos livros”. Dei-lhe parabéns e perguntei qual era sua livraria favorita. Respondeu que “gostava de todas”, mas, de há alguns anos, só comprava livros pela internet. Ah, sim? Comentei que também gostava de todos os táxis, mas, a partir dali, passaria a andar só de transporte por aplicativo. Ele diminuiu a marcha, como se processasse a informação. Virou-se para mim e disse: “Entendi. O senhor tem razão”.
CASTRO, R. Folha de S. Paulo, 7 dez. 2018.
Nessa crônica, a ironia é utilizada com o objetivo de
A) criticar a mudança no padrão de consumo dos leitores.
B) valorizar o nível de informação dos motoristas de táxi.
C) questionar a oferta do transporte público no país.
D) contestar a qualidade dos livros impressos.
E) estimular o comércio eletrônico de livros.
(UENP) Leia o período do texto a seguir.
Ele sabia despertar significado, senso de propósito, vontade de “chegar lá” ou qualquer outro nome que você dê àquele brilho nos olhos que leva todos nós a mover céus e terra até atingir o objetivo traçado.
Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a figura de linguagem presente no trecho sublinhado.
A) Antítese.
B) Eufemismo.
C) Hipérbole.
D) Prosopopeia.
(UFJF) O eufemismo é uma figura de linguagem em que se emprega um termo de sentido mais “leve” para falar de algo cujo significado é mais pejorativo. Qual das gírias abaixo foi formada a partir dessa estratégia?
A) shippar = aprovar um novo casal.
B) entregador = delator.
C) broto = moça bonita.
D) xaveco = conversa aplicada à paquera.
E) desguiar na carreira = fugir correndo.
Marque V (verdadeiro) ou F (falso) para as seguintes afirmações:
( ) As figuras de pensamento estão associadas à ideia expressa.
( ) As figuras de pensamento estão associadas à estrutura da frase.
( ) As figuras de pensamento estão associadas à sonoridade.
A sequência correta é:
A) V, V, F.
B) V, V, V.
C) V, F, F.
D) F, V, V.
E) F, V, F.
Analise estas frases:
I- Você é tão pontual! Deixou-me esperando durante trinta minutos.
II- Morro de rir todas as vezes que saio com você, amiga.
III- Tenho um milhão de motivos para nunca mais falar com você.
É possível apontar ironia na(s) frase(s):
A) I apenas.
B) II apenas.
C) III apenas.
D) I e III apenas.
E) I, II e III.
Alvorada lá no morro, que beleza
Ninguém chora, não há tristeza
Ninguém sente dissabor
O sol colorindo, é tão lindo, é tão lindo
E a natureza sorrindo, tingindo, tingindo
[...]
CARTOLA; CACHAÇA, Carlos; CARVALHO, Hermínio B. de. Alvorada. In: CARTOLA. Cartola. São Paulo: Discos Marcus Pereira, 1974.
No fragmento da letra de música Alvorada, é possível destacar qual figura de pensamento?
A) Apóstrofe.
B) Hipérbole.
C) Eufemismo.
D) Prosopopeia.
E) Oximoro.
Analise estas frases:
I- Meu avô tem idade avançada e não pode se deslocar até aí.
II- O vento sussurrou em seus ouvidos, fazendo-a sentir um arrepio.
III- Depois de alguns copos, minha amiga estava levemente alterada.
É possível apontar eufemismo na(s) frase(s):
A) I apenas.
B) II apenas.
C) III apenas.
D) I e III apenas.
E) I, II e III.
Grão tempo há já que soube da Ventura
a vida que me tinha destinada;
que a longa experiência da passada
me dava claro indício da futura.
[...]
CAMÕES, Luís Vaz de. Sonetos.
Disponível em: https://humanitas.ufrn.br/wp-content/uploads/2025/02/Sonetos.pdf.
Nesse fragmento de um soneto de Camões, é possível destacar qual figura de pensamento?
A) Apóstrofe.
B) Hipérbole.
C) Eufemismo.
D) Antítese.
E) Elipse.
Analise estas frases:
I- Quão sábia é a ignorância das crianças!
II- Minha filha é uma pobre menina rica.
III- Sua liberdade é uma impiedosa prisão.
É possível apontar paradoxo na(s) frase(s):
A) I apenas.
B) II apenas.
C) III apenas.
D) I e III apenas.
E) I, II e III.
Analise este enunciado:
Ó liberdade! Eu nasci, cresci e lutei por ti.
Na frase acima, é possível identificar duas figuras de pensamento, que são:
A) a hipérbole e o oximoro.
B) a litotes e a ironia.
C) o eufemismo e a hipérbole.
D) a antítese e o paradoxo.
E) a apóstrofe e a gradação.
Analise este enunciado:
Ítalo, você não é rico. Por que gastou tanto?
Na frase acima, a figura de pensamento que se destaca é a:
A) ironia.
B) litotes.
C) hipérbole.
D) antítese.
E) gradação.
Alternativa B.
O paradoxo é uma figura de pensamento que consiste em uma oposição que gera uma contradição (uma coisa contradiz a outra). Portanto, ao dizer que a casa era sua liberdade e sua escravidão, há uma contradição. Como a liberdade pode ser escravidão? Afinal, “liberdade” e “escravidão” são termos que se anulam mutuamente.
Alternativa A.
A ironia é uma figura de pensamento que consiste em criticar, em tom de zombaria, alguma situação. Desse modo, o passageiro criticou o fato de o motorista só comprar livros pela internet, ao fazê-lo perceber que, assim como as livrarias, o motorista podia perder seus clientes para os motoristas de aplicativo.
Alternativa C.
A hipérbole é uma figura de pensamento que consiste em expressar uma ideia de forma exagerada. É o que ocorre na expressão “mover céus e terras”, que sugere um grande esforço para conseguir algo.
Alternativa B.
O eufemismo é uma figura de pensamento usada para suavizar uma ideia. Assim, em vez de dizer que alguém é um “delator”, é dito que ele é um “entregador”.
Alternativa C.
As figuras de sintaxe estão associadas à estrutura da frase, enquanto as figuras de harmonia estão associadas à sonoridade.
Alternativa A.
A frase “Você é tão pontual! Deixou-me esperando durante trinta minutos” é irônica. Afinal, quem enuncia a frase está sugerindo o contrário do que afirma. A afirmação de que seu interlocutor é pontual cai por terra quando o enunciador diz que esperou durante trinta minutos. Quanto às outras duas frases, elas apresentam hipérbole: “morro de rir” e “tenho um milhão de motivos”.
Alternativa D.
No verso “E a natureza sorrindo, tingindo, tingindo”, há uma personificação, já que a natureza sorri (uma característica humana).
Alternativa D.
A frase “Meu avô tem idade avançada e não pode se deslocar até aí” apresenta o eufemismo “tem idade avançada” (é velho). Já a frase “O vento sussurrou em seus ouvidos, fazendo-a sentir um arrepio”, o vento é personificado, pois ele assume a característica humana de sussurrar, sendo tal figura uma prosopopeia. Por fim, a frase “Depois de alguns copos, minha amiga estava levemente alterada”, a expressão “levemente alterada” é eufemismo para “bêbada”.
Alternativa D.
Nos versos “que a longa experiência da passada/ me dava claro indício da futura”, há uma oposição entre “passada” e “futura”. Já a elipse (omissão de um termo) não é uma figura de pensamento, mas sim de sintaxe.
Alternativa E.
É paradoxal ou contraditório dizer que a ignorância é sábia, uma menina rica é pobre, a liberdade é prisão. Afinal, são conceitos que se opõem e se anulam. É claro que, em um contexto conotativo, o paradoxo faz sentido. Assim, pode haver sabedoria na ignorância das crianças, uma menina rica pode ser pobre de sentimentos ou a liberdade de alguém pode ser algo que, psicologicamente, oprime tal pessoa. Essas são possibilidades de leitura.
Alternativa B.
A litotes consiste na afirmação de algo pela negação de seu contrário. Assim, o enunciador afirma que Ítalo é pobre quando diz que ele “não é rico”.