Exercícios sobre flexões verbais

Nesta lista de exercícios, o conteúdo sobre flexões verbais é abordado, com questões sobre o modo, a pessoa, o número, o tempo e a voz de verbos em diferentes orações.

Publicado por: Guilherme Viana

Questões

  1. Questão 1

    Relacione corretamente as flexões verbais da coluna 1 com suas classificações na coluna 2.

    Coluna 1

    Coluna 2

    1. Modo

    i) ativa, passiva e reflexiva

    2. Pessoa

    ii) singular e plural

    3. Número

    iii) 1ª, 2ª e 3ª

    4. Tempo

    iv) indicativo, subjuntivo e imperativo

    5. Voz

    v) presente, passado e futuro

    A) 1-iv | 2-iii | 3-ii | 4-v | 5-i

    B) 1-v | 2-i | 3-iv | 4-ii | 5-iii

    C) 1-iv | 2-i | 3-ii | 4-v | 5-iii

    D) 1-v | 2-iii | 3-iv | 4-ii | 5-iii

  2. Questão 2

    Assinale a alternativa cujo verbo destacado segue a seguinte descrição:

    Modo: subjuntivo

    Pessoa:

    Número: singular

    Tempo: passado

    Voz: reflexiva

    A) Ela se penteou antes de sair.

    B) Ele foi chamado pela professora.

    C) Se nós nos abraçássemos, tudo bem.

    D) Eles correram muito na competição.

    E) Talvez ele se machucasse no treino.

  3. Questão 3

    (IF-TM, 2018)

    Observe o poema abaixo, retirado do livro “Eu me chamo Antônio” (2013), de Pedro Antônio Gabriel Anhorn, e responda à questão.

    Poema do livro “Eu me chamo Antônio” (2013) em questão do IF-TM sobre verbo.

    O verbo “ter”, conjugado como “têm”, no poema, pode ser classificado como

    A) tempo presente, modo indicativo, 3ª pessoa do singular.

    B) tempo pretérito imperfeito, modo subjuntivo, 1ª pessoa do plural.

    C) tempo presente, modo subjuntivo, 2ª pessoa do singular.

    D) tempo presente, modo indicativo, 3ª pessoa do plural.

    E) tempo futuro do presente (simples), modo indicativo, 3ª pessoa do singular.

  4. Questão 4

    (COMVEST-UNICAMP, 2025)

    Leia o texto a seguir para responder à questão.

    Se pensarmos o Brasil a partir das cosmologias e histórias indígenas, veremos que esta nação é múltipla e nela coexistem maneiras distintas de pensar e de viver. E mesmo que a vivência em um território comum nos coloque o desafio de construir um campo de ação política que nos unifique como cidadãos, as cosmologias indígenas não podem ser reduzidas às formas ocidentais de pensar e de ordenar o mundo.

    As experiências e os saberes indígenas consideram o universo em sua totalidade e inserem o ser humano em uma complexa rede de relações que envolvem os seres, naturais e sobrenaturais, integrando a vida como um todo. Essas cosmologias não se confundem e nem podem ser contidas dentro da lógica materialista e mercadológica, com a qual estamos habituados.

    (BONIN, Iara Tatiana. Cosmovisão indígena e modelo de desenvolvimento. In: Encarte Pedagógico V – Jornal Porantim, ano XXXVI, n. 376, Brasília, Junho/Julho 2015, p.1.)

    Para Iara Bonin, articular a cosmovisão indígena a um modelo de desenvolvimento para o Brasil é um desafio coletivo. No texto, isso é marcado pelo uso de verbos em

    A) primeira pessoa do plural, o que inclui pessoas indígenas e não indígenas como responsáveis pela ação proposta.

    B) primeira pessoa do singular, o que inclui pessoas não indígenas como responsáveis pela ação proposta.

    C) terceira pessoa do plural, o que distancia pessoas indígenas de pessoas não indígenas como responsáveis pela ação proposta.

    D) primeira pessoa do singular, o que inclui pessoas indígenas como responsáveis pela ação proposta.

  5. Questão 5

    (UECE-CEV, 2024)

    Admirável Chip Novo

    Letra da música Admirável Chip Novo em questão de vestibular sobre verbo.

    O uso de verbos no modo imperativo no trecho: “Pense, fale, compre, beba/Leia, vote, não se esqueça/Use, seja,/ouça, diga/Tenha, more, gaste, viva” (linhas 12-15) indica que há a intenção de

    A) induzir as pessoas a realizarem as ações pretendidas por quem ou aquilo que controla o sistema.

    B) provocar as pessoas a participarem de um jogo de situações sociais infrutíferas.

    C) automatizar aleatoriamente as pessoas para fins lúdicos.

    D) encaminhar os participantes das ações para um confuso conjunto de atividades.

  6. Questão 6

    (Enem, 2014)

    E-mail no ambiente de trabalho

    T C., consultor e palestrante de assuntos ligados ao mercado de trabalho, alerta que a objetividade, a organização da mensagem, sua coerência e ortografia são pontos de atenção fundamentais para uma comunicação virtual eficaz. E, para evitar que erros e falta de atenção resultem em saias justas e situações constrangedoras, confira cinco dicas para usar o e-mail com bom senso e organização: 1. Responda às mensagens imediatamente após recebê-las. 2. Programe sua assinatura automática em todas as respostas e encaminhamentos. 3. Ao final do dia, exclua as mensagens sem importância e arquive as demais em pastas previamente definidas. 4. Utilize o recurso de “confirmação de leitura” somente quando necessário. 5. Evite mensagens do tipo “corrente”.

    Disponível em: http://noticias.uol.com.br. Acesso em: 30jul. 2012 (fragmento)

    O texto apresenta algumas sugestões para o leitor. Esse caráter instrucional é atribuído, principalmente, pelo emprego:

    A) do modo verbal imperativo, como em “responda” e “programe”.

    B) das marcas de qualificação do especialista, como “consultor” e “palestrante”.

    C) de termos específicos do discurso no mundo virtual.

    D) de argumentos favoráveis à comunicação eficaz.

    E) da palavra “dica” no desenvolvimento do texto.

  7. Questão 7

    (Enem, 2015)

    Campanha publicitária em questões sobre verbos no Enem.

    A rapidez é destacada como uma das qualidades do serviço anunciado, funcionando como estratégia de persuasão em relação ao consumidor do mercado gráfico. O recurso da linguagem verbal que contribui para esse destaque é o emprego

    A) do termo “fácil" no início do anúncio, com foco no processo.

    B) de adjetivos que valorizam a nitidez da impressão.

    C) das formas verbais no futuro e no pretérito, em sequência.

    D) da expressão intensificadora “menos do que" associada à qualidade.

    E) da locução “do mundo" associada a “melhor", que quantifica a ação.

  8. Questão 8

    (UERJ, 2014)

    Poema de Manoel de Barros em questão sobre verbo.

    A memória expressa pelo enunciador do texto não pertence somente a ele.

    Na construção do poema, essa ideia é reforçada pelo emprego de:

    A) tempo passado e presente.

    B) linguagem visual e musical.

    C) descrição objetiva e subjetiva.

    D) primeira pessoa do singular e do plural.

  9. Questão 9

    (COPESE-UFJF, 2018)

    Campo Geral

    Um certo Miguilim morava com sua mãe, seu pai e seus irmãos, longe, longe daqui, muito depois da Veredado-Frango-d'Água e de outras veredas sem nome ou pouco conhecidas, em ponto remoto, no Mutúm. No meio dos Campos Gerais, mas num covão em trecho de matas, terra preta, pé de serra. Miguilim tinha oito anos. Quando completara sete, havia saído dali, pela primeira vez: o tio Terêz levou-o a cavalo, à frente da sela, para ser crismado no Sucuriju, por onde o bispo passava. Da viagem, que durou dias, ele guardara aturdidas lembranças, embaraçadas em sua cabecinha. De uma, nunca pôde se esquecer: alguém, que já estivera no Mutúm, tinha dito: ― "É um lugar bonito, entre morro e morro, com muita pedreira e muito mato, distante de qualquer parte; e lá chove sempre..."

    Mas sua mãe, que era linda e com cabelos pretos e compridos, se doía de tristeza de ter de viver ali. Queixava-se, principalmente nos demorados meses chuvosos, quando carregava o tempo, tudo tão sozinho, tão escuro, o ar ali era mais escuro; ou, mesmo na estiagem, qualquer dia, de tardinha, na hora do sol entrar. — "Oê, ah, o triste recanto..." — ela exclamava. Mesmo assim, enquanto esteve fora, só com o tio Terêz, Miguilim padeceu tanta saudade, de todos e de tudo, que às vezes nem conseguia chorar, e ficava sufocado. E foi descobriu, por si, que, umedecendo as ventas com um tico de cuspe, aquela aflição um pouco aliviava. Daí, pedia ao tio Terêz que molhasse para ele o lenço; e tio Terêz, quando davam com um riacho, um minadouro ou um poço de grota, sem se apear do cavalo abaixava o copo de chifre, na ponta de uma correntinha, e subia um punhado d'água. Mas quase sempre eram secos os caminhos, nas chapadas, então tio Terêz tinha uma cabacinha que vinha cheia, essa dava para quatro sedes; uma cabacinha entrelaçada com cipós, que era tão formosa. — "É para beber, Miguilim..." — tio Terêz dizia, caçoando. Mas Miguilim ria também e preferia não beber a sua parte, deixava-a para empapar o lenço e refrescar o nariz, na hora do arrocho. Gostava do tio Terêz, irmão de seu pai.

    Quando voltou para casa, seu maior pensamento era que tinha a boa notícia para dar à mãe: o que o homem tinha falado — que o Mutúm era lugar bonito... A mãe, quando ouvisse essa certeza, havia de se alegrar, ficava consolada. Era um presente; e a ideia de poder trazê-lo desse jeito de cor, como uma salvação, deixava-o febril até nas pernas. Tão grave, grande, que nem o quis dizer à mãe na presença dos outros, mas insofria por ter de esperar; e, assim que pôde estar com ela só, abraçou-se a seu pescoço e contou-lhe, estremecido, aquela revelação. A mãe não lhe deu valor nenhum, mas mirou triste e apontou o morro; dizia: — "Estou sempre pensando que lá por detrás dele acontecem outras coisas, que o morro está tapando de mim, e que eu nunca hei de poder ver..." Era a primeira vez que a mãe falava com ele um assunto todo sério. No fundo de seu coração, ele não podia, porém, concordar, por mais que gostasse dela: e achava que o moço que tinha falado aquilo era que estava com a razão. Não porque ele mesmo Miguilim visse beleza no Mutúm — nem ele sabia distinguir o que era um lugar bonito e um lugar feio. Mas só pela maneira como o moço tinha falado: de longe, de leve, sem interesse nenhum; e pelo modo contrário de sua mãe — agravada de calundú e espalhando suspiros, lastimosa. No começo de tudo, tinha um erro — Miguilim conhecia, pouco entendendo. Entretanto, a mata, ali perto, quase preta, verde-escura, punha-lhe medo.

    (ROSA, João Guimarães. Manuelzão e Miguilim. 11.ed. São Paulo: Nova Fronteira, 2001.)

    Sobre o uso das formas verbais completara, guardara e estivera, no primeiro parágrafo do texto “Campo Geral”, pode-se afirmar que:

    A) elas estão no imperfeito do subjuntivo e expressam fatos irreais ou desejáveis.

    B) elas estão no pretérito perfeito do indicativo e expressam fatos com duração prolongada no passado.

    C) elas estão na forma composta do pretérito perfeito do indicativo e expressam fatos incertos ocorridos no passado.

    D) elas estão no pretérito imperfeito do indicativo e expressam fatos transcorridos há mais tempo que os demais narrados no texto.

    E) elas estão na forma simples do pretérito mais-que-perfeito do indicativo e expressam fatos anteriores a outros narrados no texto.

  10. Questão 10

    (Enem, 2015)

    Em junho de 1913, embarquei para a Europa a fim de me tratar num sanatório suíço. Escolhi o de Clavadel, perto de Davos-Platz, porque a respeito dele me falara João Luso, que ali passara um inverno com a senhora. Mais tarde vim a saber que antes de existir no lugar um sanatório, lá estivera por algum tempo Antônio Nobre. “Ao cair das folhas", um de seus mais belos sonetos, talvez o meu predileto, está datado de “Clavadel, outubro, 1895". Fiquei na Suíça até outubro de 1914.

    BANDEIRA, M. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1985.

    No relato de memórias do autor, entre os recursos usados para organizar a sequência dos eventos narrados, destaca-se a

    A) construção de frases curtas a fim de conferir dinamicidade ao texto.

    B) presença de advérbios de lugar para indicar a progressão dos fatos.

    C) alternância de tempos do pretérito para ordenar os acontecimentos.

    D) inclusão de enunciados com comentários e avaliações pessoais.

    E) alusão a pessoas marcantes na trajetória de vida do escritor.

  11. Questão 11

    (Unemat, 2015)

    Meninos Carvoeiros

    Os meninos carvoeiros
    Passam a caminho da cidade.
    - Eh, carvoeiro!
    E vão tocando os animais com um relho enorme.

    Os burros são magrinhos e velhos.
    Cada um leva seis sacos de carvão de lenha.
    A aniagem é toda remendada.
    Os carvões caem.

    (Pela boca da noite vem uma velhinha que os recolhe, dobrando-se com um gemido.)

    - Eh, carvoeiro! Só mesmo estas crianças raquíticas
    Vão bem com estes burrinhos descadeirados.
    A madrugada ingênua parece feita para eles ...
    Pequenina, ingênua miséria!
    Adoráveis ​​carvoeirinhos que trabalhais como se brincásseis!

    - Eh, carvoeiro!

    Quando voltam, mordendo num pão encarvoado.
    Encarapitados nas alimárias,
    Apostando corrida,
    Dançando, bamboleando nas cangalhas como espantalhos desamparados!

    (BANDEIRA, Manuel. Antologia Poética. 10ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1978)

    O poema aborda um grave problema social, que é o trabalho infantil. A gravidade do tema está coerente com um dos versos cuja conjugação verbal destoa da aparente descontração dos meninos. Assinale-o.

    A) “E vão tocando os animais com um relho enorme”.

    B) “Vão bem com estes burrinhos descadeirados”.

    C) “Adoráveis ​​carvoeirinhos que trabalhais como se brincásseis!”.

    D) “Quando voltam, mordendo num pão encarvoado”.

    E) “Apostando corrida”.

  12. Questão 12

    (COPS-UEL, 2018)

    “Tem uma frase boa que diz: uma língua é um dialeto com exércitos. Um idioma só morre se não tiver poder político”, explica Bruno L’Astorina, da Olimpíada Internacional de Linguística. E não dá para discordar. Basta pensar na infinidade de idiomas que existiam no Brasil (ou em toda América Latina) antes da chegada dos europeus – hoje são apenas 227 línguas vivas no país. Dominados, os índios perderam sua língua e cultura. O latim predominava na Europa até a queda do Império Romano. Sem poder, as fronteiras perderam força, os germânicos dividiram as cidades e, do latim, surgiram novos idiomas. Por outro lado, na Espanha, a poderosa região da Catalunha ainda mantém seu idioma vivo e luta contra o domínio do espanhol.

    Não é à toa que esses povos insistem em cuidar de seus idiomas. Cada língua guarda os segredos e o jeito de pensar de seus falantes. “Quando um idioma morre, morre também a história. O melhor jeito de entender o sentimento de um escravo é pelas músicas deles”, diz Luana Vieira, da Olimpíada de Linguística. Veja pelo aimará, uma língua falada por mais de 2 milhões de pessoas da Cordilheira dos Andes. Nós gesticulamos para trás ao falar do passado. Esses povos fazem o contrário. “Eles acreditam que o passado precisa estar à frente, pois é algo que já não visualizamos. E o futuro, desconhecido, fica atrás, como se estivéssemos de costas para ele”, explica.

    CASTRO, Carol. Blá-blá-blá sem fim. Galileu, ed. 317, dez. 2017, p. 31.

    Sobre as formas verbais sublinhadas no texto, assinale a alternativa correta.

    A) O uso da forma verbal “tiver” marca a eventualidade da ação no futuro.

    B) O verbo “pensar”, flexionado no futuro do subjuntivo, funciona como objeto direto do verbo que o antecede.

    C) O emprego de “predominava”, no pretérito mais que perfeito, se justifica pelo caráter transitório desse tempo verbal.

    D) Em “perderam”, o tempo verbal utilizado é o mesmo de “gesticulamos”, no segundo parágrafo.

    E) A forma verbal “mantém” está flexionada no plural, fenômeno confirmado pela acentuação.