Exercícios sobre conjunções explicativas
Esta lista de exercícios sobre conjunções explicativas aborda o uso de palavras que introduzem justificativas ou esclarecimentos em relação a uma ideia anterior no período.
Publicado por: Guilherme VianaQuestões
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Questão 1
As conjunções coordenativas explicativas são empregadas para
A) acrescentar uma informação de sentido equivalente à apresentada anteriormente.
B) introduzir uma justificativa ou um esclarecimento relacionado ao enunciado anterior.
C) apresentar duas possibilidades que se excluem ou se alternam no período.
D) indicar uma consequência lógica decorrente da primeira oração.
E) estabelecer uma oposição entre duas ideias apresentadas no enunciado.
A) Incorreta. A relação de acréscimo é estabelecida pelas conjunções coordenativas aditivas.
B) Correta. As conjunções explicativas introduzem uma oração que justifica ou esclarece o que foi enunciado anteriormente.
C) Incorreta. A relação de alternância é característica das conjunções coordenativas alternativas.
D) Incorreta. A apresentação de uma consequência ou conclusão caracteriza as conjunções coordenativas conclusivas.
E) Incorreta. A relação de oposição ou contraste é estabelecida pelas conjunções coordenativas adversativas.
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Questão 2
Leia o período:
Leve um casaco, pois a temperatura deverá cair durante a noite.
Nesse período, a segunda oração:
A) apresenta a causa de o interlocutor já ter levado um casaco.
B) contradiz a orientação expressa na primeira oração.
C) acrescenta outra orientação independente da primeira.
D) justifica a recomendação feita pelo enunciador.
E) apresenta a consequência de o interlocutor levar um casaco.
A) Incorreta. A primeira oração apresenta uma orientação, e não um fato já realizado cuja causa seria informada posteriormente.
B) Incorreta. A previsão de queda da temperatura não contradiz a recomendação; ela a fundamenta.
C) Incorreta. A segunda oração não apresenta outra orientação, mas uma informação que sustenta a primeira.
D) Correta. A previsão de queda da temperatura constitui a justificativa para a recomendação de levar um casaco.
E) Incorreta. A queda da temperatura não é consequência de levar o casaco.
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Questão 3
Assinale a alternativa em que a conjunção destacada introduz uma explicação para a ideia anterior.
A) O passeio foi cancelado, mas os ingressos continuarão válidos.
B) Como começou a chover, os músicos recolheram os equipamentos.
C) Feche as janelas, porque a tempestade está se aproximando.
D) Os músicos recolheram os equipamentos, portanto o espetáculo foi interrompido.
E) O público permaneceu no local, embora a chuva continuasse.
A) Incorreta. A conjunção “mas” estabelece uma relação de oposição ou contraste entre as informações, sendo classificada como coordenativa adversativa.
B) Incorreta. A oração iniciada por “como” apresenta a causa de os músicos terem recolhido os equipamentos.
C) Correta. A aproximação da tempestade justifica a ordem expressa em “Feche as janelas”. A conjunção “porque” tem valor explicativo.
D) Incorreta. “Portanto” introduz uma conclusão decorrente da informação anterior.
E) Incorreta. “Embora” introduz uma oração subordinada concessiva, que apresenta um fato contrário à expectativa.
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Questão 4
(Quadrix 2015 – Adaptada)

A palavra “que”, em “que amamenta”, classifica-se, morfologicamente, como conjunção explicativa.
( ) Certo
( ) Errado
Errado. A palavra “que”, em “que amamenta”, não é uma conjunção explicativa, pois não está explicando uma informação da oração anterior. Ela retoma um substantivo mencionado anteriormente e introduz uma oração que o caracteriza; por isso, classifica-se como pronome relativo.
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Questão 5
(CESPE/CEBRASPE 2021)
Teoria do medalhão
(diálogo)
— Saiu o último conviva do nosso modesto jantar. Com que, meu peralta, chegaste aos teus vinte e um anos. Há vinte e um anos, no dia 5 de agosto de 1854, vinhas tu à luz, um pirralho de nada, e estás homem, longos bigodes, alguns namoros...
— Papai...
— Não te ponhas com denguices, e falemos como dois amigos sérios. Fecha aquela porta; vou dizer-te coisas importantes. Senta-te e conversemos. Vinte e um anos, algumas apólices, um diploma, podes entrar no parlamento, na magistratura, na imprensa, na lavoura, na indústria, no comércio, nas letras ou nas artes. Há infinitas carreiras diante de ti. Vinte e um anos, meu rapaz, formam apenas a primeira sílaba do nosso destino. (...) Mas qualquer que seja a profissão da tua escolha, o meu desejo é que te faças grande e ilustre, ou pelo menos notável, que te levantes acima da obscuridade comum. (...)
— Sim, senhor.
— Entretanto, assim como é de boa economia guardar um pão para a velhice, assim também é de boa prática social acautelar um ofício para a hipótese de que os outros falhem, ou não indenizem suficientemente o esforço da nossa ambição. É isto o que te aconselho hoje, dia da tua maioridade.
— Creia que lhe agradeço; mas que ofício, não me dirá?
— Nenhum me parece mais útil e cabido que o de medalhão. Ser medalhão foi o sonho da minha mocidade; faltaram-me, porém, as instruções de um pai, e acabo como vês, sem outra consolação e relevo moral, além das esperanças que deposito em ti. Ouve-me bem, meu querido filho, ouve-me e entende. (...)
— Entendo.
— Venhamos ao principal. Uma vez entrado na carreira, deves pôr todo o cuidado nas ideias que houveres de nutrir para uso alheio e próprio. O melhor será não as ter absolutamente (...).
— Mas quem lhe diz que eu...
— Tu, meu filho, se me não engano, pareces dotado da perfeita inópia mental, conveniente ao uso deste nobre ofício. Não me refiro tanto à fidelidade com que repetes numa sala as opiniões ouvidas numa esquina, e vice-versa, porque esse fato, posto indique certa carência de ideias, ainda assim pode não passar de uma traição da memória. Não; refiro-me ao gesto correto e perfilado com que usas expender francamente as tuas simpatias ou antipatias acerca do corte de um colete, das dimensões de um chapéu, do ranger ou calar das botas novas. Eis aí um sintoma eloquente, eis aí uma esperança. No entanto, podendo acontecer que, com a idade, venhas a ser afligido de algumas ideias próprias, urge aparelhar fortemente o espírito. As ideias são de sua natureza espontâneas e súbitas; por mais que as soframos, elas irrompem e precipitam-se. Daí a certeza com que o vulgo, cujo faro é extremamente delicado, distingue o medalhão completo do medalhão incompleto.
Machado de Assis. Teoria do medalhão. In: 50 contos escolhidos de Machado de Assis. Seleção, introdução e notas de John Gledson. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 82-83 (com adaptações).
Considerando os aspectos linguísticos do texto Teoria do medalhão, apresentado anteriormente, julgue o item a seguir.
No trecho “posto indique certa carência de ideias” (último parágrafo), o vocábulo “posto” classifica-se como conjunção explicativa.
( ) Certo
( ) Errado
Errado. No trecho “posto indique certa carência de ideias”, “posto” equivale a “embora” e introduz uma informação que poderia contrariar a ideia seguinte. Portanto, apresenta valor concessivo, e não explicativo.
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Questão 6
(Idib 2021)
Analise as afirmativas a seguir sobre as conjunções:
I. Em “Feche a porta, pois está começando a chover”, tem-se uma conjunção explicativa, pois justifica a ideia da oração a que se refere.
II. Em “Ela tentou chegar no horário, porém não conseguiu”, tem-se uma conjunção adversativa, pois expressa a ideia de contraste.
III. Em “Não demore, que a aula vai iniciar”, tem-se uma conjunção explicativa, pois explica o motivo para não demorar.
É correto o que se afirma
A) em I, II e III.
B) apenas em I.
C) apenas em II.
D) apenas em III.
A) Correta.
Em I, “pois” justifica a orientação de fechar a porta.
Em II, “porém” estabelece contraste.
Em III, “que” introduz a explicação para a recomendação de não demorar.
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Questão 7
(Cespe/Cebraspe 2023)
Um contraste não menos nítido que o da oposição dos sexos é o fornecido pela oposição das classes em determinada sociedade, a qual tende a se revelar por meio de certos sinais exteriores como a vestimenta, as maneiras, a linguagem, chegando mesmo a refletir-se no modo pelo qual as pessoas se distribuem no espaço geográfico.
É assim que podemos, por assim dizer, visualizar as sutis diferenças que separam os seres entre si, pois elas aqui e ali se petrificam, as diversas áreas residenciais urbanas simbolizando as diversas classes sociais, os indivíduos espalhando-se pelos bairros de uma cidade de acordo com os grupos a que pertencem, como se procurassem, através de uma unidade local, reforçar a identidade de usos e costumes, de hábitos e mentalidade. Como se, numa existência de aproximação constante e frequente confusão de seres de estratos diversos a que a vida urbana nos obriga, fosse necessário, para preservar uma demarcação social existente, mas ameaçada, reforçar a todo momento uma realidade imponderável, cuja exteriorização conferisse a cada um uma segurança maior.
No entanto, à maneira de uma radiografia que nos revela, na sua nitidez, detalhes imperceptíveis ao olho nu, mas que, sendo estática, não retém a vida, o palpitar do coração, o fluir constante do sangue nas artérias, enfim, os fenômenos fisiológicos que se produzem no interior do nosso corpo, os esquemas da sociedade também não nos fazem suspeitar a luta surda e subterrânea dos grupos, a ininterrupta substituição dos indivíduos num arcabouço mais ou menos fixo.
Pois a separação de classes não é rígida como a que existe entre as castas. A classe é aberta e percorrida por um movimento contínuo de ascensão e descida, o qual afeta constantemente a sua estrutura, colocando os indivíduos de maneira diversa, uns em relação aos outros. A sociedade do século XIX, ao contrário daquela que a precedeu, não opõe mais, nem mesmo entre a burguesia e a nobreza, barreiras intransponíveis, preservadas pelo próprio Estado por meio das leis suntuárias ou das questões de precedência e de nível.
Essa possibilidade nova de comunicação entre os grupos substitui a antiga fixidez, ou melhor, a fixidez relativa da estrutura social, por uma constante mobilidade, fazendo com que a sociedade se assemelhe, na admirável comparação de Proust, “aos caleidoscópios que giram de tempos em tempos, colocando sucessivamente de maneira diversa elementos que acreditávamos imóveis, e compondo uma outra figura”.
Gilda de Melo e Sousa. O espírito das roupas: a moda no século XIX. São Paulo/Rio de Janeiro: Cia das Letras/Ouro Sobre Azul, 2019, p. 111-112. (com adaptações).
Considerando as relações coesivas e de sentido entre termos empregados no texto, julgue o item a seguir.
No quarto parágrafo, o emprego da conjunção “Pois” explicita o caráter de vinculação explicativa entre o teor do primeiro período e as informações que o precedem.
( ) Certo
( ) Errado
Certo. A conjunção “pois”, no início do quarto parágrafo, introduz uma explicação para a afirmação anterior de que os esquemas estáticos da sociedade não revelam completamente os movimentos internos dos grupos. A informação de que a separação entre as classes não é rígida desenvolve e fundamenta essa ideia.
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Questão 8
(Fundatec 2023 - adaptada)
Considerando o fragmento de texto, analise as asserções que o seguem e a relação proposta entre elas:
“Além disso, um material didático contemporâneo deve proporcionar momentos em que as habilidades socioemocionais possam ser efetivamente aplicadas, pois quanto mais informação sem significado tem o estudante, menos conectado ele está consigo mesmo, com os outros e com a sociedade à qual pertence.”
I. A conjunção “pois” classifica-se como coordenada explicativa.
VISTO QUE
II. Ao relacionar o período 1 ao período 2, a conjunção “pois” estabelece uma relação de dependência sintática.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
A) As duas asserções são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
B) As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
C) A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
D) A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
E) As asserções I e II são proposições falsas.
C) Correta.
A asserção I é verdadeira: “pois” introduz uma explicação que fundamenta a necessidade de aplicar as habilidades socioemocionais.
A asserção II é falsa, porque as conjunções coordenativas ligam orações sintaticamente independentes.
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Questão 9
(MPE-RS 2015 - adaptada)
Na coluna da esquerda, abaixo, são citadas quatro funções que a palavra pois pode exercer; na coluna da direita, três enunciados em que ocorre essa palavra.
Associe adequadamente a coluna da direita à da esquerda.
1. conjunção explicativa
( ) Não se deve, pois, confundir lei e direito
2. conjunção conclusiva
( ) Ele é muito sensível, pois se emociona ao ouvir música.
3. conjunção adversativa
( ) Você aprecia ópera? Pois eu prefiro teatro
4.advérbio
A sequência correta de preenchimento parênteses, de cima para baixo, é
A) 1, 4 e 2.
B) 2, 1 e 3.
C) 4, 2 e 3.
D) 1, 3 e 2.
E) 2, 1 e 4.
B) Correta.
1º item — “Não se deve, pois, confundir lei e direito.”
A palavra “pois” é conjunção conclusiva, pois introduz uma conclusão decorrente do raciocínio anterior. Além disso, aparece intercalada na oração.
2º item — “Ele é muito sensível, pois se emociona ao ouvir música.”
A palavra “pois” é conjunção explicativa, pois a segunda oração apresenta uma explicação para a afirmação de que ele é muito sensível.
3º item — “Você aprecia ópera? Pois eu prefiro teatro.”
A palavra “pois” é conjunção adversativa, pois introduz uma ideia contrastante em relação à preferência mencionada na pergunta.
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Questão 10
(Fepese 2013)
Relacione as colunas 1 e 2, identificando a correspondência entre a conjunção sublinhada e seu valor apresentado.
Coluna 1
1. Conformativa
2. Comparativa
3. Concessiva
4. Final
5. Explicativa
Coluna 2
( ) Embora eu goste de sol, fico na sombra.
( ) Enviei-lhe o convite para que ele viesse.
( ) Como lhe falei, conheço Glória Maria.
( ) Como desejo descanso, fugi do tumulto.
( ) Como um passarinho, Ivo come tão pouco!
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
A) 1 – 5 – 3 – 4 – 2
B) 3 – 1 – 5 – 2 – 4
C) 3 – 4 – 1 – 5 – 2
D) 5 – 4 – 1 – 2 – 3
E) 5 – 2 – 2 – 3 – 1
C) Correta.
1º item — “Embora eu goste de sol, fico na sombra.”
A conjunção “embora” é concessiva, pois introduz uma ideia que poderia contrariar o fato expresso na oração principal, mas não o impede.
2º item — “Enviei-lhe o convite para que ele viesse.”
A locução conjuntiva “para que” é final, pois introduz a finalidade do envio do convite.
3º item — “Como lhe falei, conheço Glória Maria.”
A conjunção “como” é conformativa, pois equivale a “conforme” ou “segundo”: “Conforme lhe falei, conheço Glória Maria”.
4º item — “Como desejo descanso, fugi do tumulto.”
De acordo com a classificação esperada pela banca, “como” é explicativa, pois introduz a justificativa para a ação expressa na oração seguinte.
5º item — “Como um passarinho, Ivo come tão pouco!”
A palavra “como” é comparativa, pois estabelece uma comparação entre o modo como Ivo come e o modo como um passarinho se alimenta.
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Questão 11
(Advise 2013)
Numere a segunda coluna de acordo com a primeira, baseado na classificação da palavra que:
1. Substantivo
2. Pronome relativo
3. Pronome interrogativo
4. Conjunção subordinada integrante
5. Conjunção coordenada explicativa
( ) Somos bombardeados por uma massa de informações contrárias, que não leva a nada nem a lugar nenhum.
( ) Que houve com a família?
( ) Ela fingiu que não o via.
( ) Todos têm um quê de ambição.
( ) Não seja tão ambicioso que você pode sofrer.
A sequência correta é:
A) 2 – 3 – 4 – 1 – 5.
B) 4 – 1 – 5 – 2 – 3.
C) 1 – 2 – 3 – 5 – 4.
D) 4 – 3 – 1 – 2 – 5.
E) 3 – 2 – 4 – 1 – 5.
A) Correta.
1º item — “Somos bombardeados por uma massa de informações contrárias, que não leva a nada nem a lugar nenhum.”
O termo “que” é pronome relativo, pois retoma um antecedente e introduz uma oração que o caracteriza.
2º item — “Que houve com a família?”
O termo “que” é pronome interrogativo, pois introduz uma pergunta direta.
3º item — “Ela fingiu que não o via.”
O termo “que” é conjunção subordinativa integrante, pois introduz uma oração que completa o sentido do verbo “fingiu”.
4º item — “Todos têm um quê de ambição.”
O termo “quê” é substantivo, pois aparece antecedido pelo artigo indefinido “um” e significa algo como “traço” ou “característica”.
5º item — “Não seja tão ambicioso que você pode sofrer.”
O termo “que” é conjunção coordenativa explicativa, pois introduz uma justificativa para a recomendação expressa na oração anterior.
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Questão 12
(MPE-SC 2012)
Irritado, sem saber por que1 havia sido acusado pelo prefeito da cidade de “inimigo da lei e da ordem”, o velho pároco foi procurá-lo. Devia haver um porquê2 para aquela acusação...
Não podia deixar de ir, porque3 considerava aquela uma acusação inadmissível. Por que4 mesmo estaria sendo acusado de “inimigo da lei e da ordem”? Precisava saber. Precisava urgentemente saber por quê5.
Leia as justificativas sobre os diferentes usos do “porquê” que aparecem no texto acima e julgue-as certo ou errado
I – (1) Sequência de preposição mais pronome relativo, equivalente a “por qual razão”.
II – (2) Usado como substantivo.
III – (3) Conjunção que inicia oração coordenativa explicativa, ou subordinada adverbial causal.
IV – (4) Sequência de preposição mais pronome interrogativo, frase interrogativa.
V – (5) Usado em final de frase ou imediatamente antes de pontuação.
A) Apenas as assertivas I e II estão corretas.
B) Apenas as assertivas I, II e III estão corretas.
C) Apenas as assertivas I, II, III e IV estão corretas.
D) Apenas as assertivas III e IV estão corretas.
E) Todas as assertivas estão corretas.
E) Correta.
I. Correta. Em “sem saber por que havia sido acusado”, a expressão “por que” equivale a “por qual razão” e introduz uma pergunta indireta.
II. Correta. Em “Devia haver um porquê para aquela acusação”, “porquê” aparece antecedido pelo artigo indefinido “um” e nomeia a razão da acusação. Por isso, funciona como substantivo.
III. Correta. Em “Não podia deixar de ir, porque considerava aquela uma acusação inadmissível”, “porque” introduz a justificativa para a afirmação anterior e exerce função de conjunção.
IV. Correta. Em “Por que mesmo estaria sendo acusado?”, “por que” equivale a “por qual razão” e aparece em uma frase interrogativa direta. Nesse caso, ocorre a combinação da preposição “por” com o pronome interrogativo “que”.
V. Correta. Em “Precisava urgentemente saber por quê”, a expressão aparece no final da frase, imediatamente antes do ponto. Por isso, o “quê” recebe acento circunflexo.