Exercícios sobre figuras de palavras

Esta lista de exercícios sobre figuras de palavras revisa esse conteúdo que torna os textos mais expressivos a partir do uso de sentido conotativo.

Publicado por: Guilherme Viana

Questões

  1. Questão 1

    O que são figuras de palavras?

    A) São recursos expressivos que exploram a repetição, a imitação ou a combinação de sons das palavras para produzir efeitos sonoros.

    B) São recursos expressivos que alteram a ordem, a repetição ou a organização dos termos na estrutura da frase.

    C) São recursos expressivos que apresentam ideias de modo intensificado, contraditório, suavizado ou irônico.

    D) São recursos expressivos que exploram o sentido conotativo de palavras ou expressões, por associação, comparação, proximidade ou similaridade.

  2. Questão 2

    Assinale a alternativa que apresenta uma figura de palavras para gerar efeito de sentido.

    A) A professora corrigiu as atividades durante a tarde.

    B) O estádio inteiro comemorou o gol nos minutos finais.

    C) O funcionário foi desligado da empresa na última semana.

    D) O ônibus chegou ao ponto às sete horas da manhã.

    E) Toc-toc: alguém bateu na porta da sala.

  3. Questão 3

    Qual é a figura de palavra presente na frase assinalada na alternativa anterior?

    A) Comparação.

    B) Catacrese.

    C) Metáfora.

    D) Metonímia.

    E) Sinestesia.

  4. Questão 4

    Leia as frases a seguir:

    I. A Cidade Maravilhosa recebeu milhares de turistas durante o feriado.

    II. A saudade era uma sombra atravessando a casa vazia.

    III. O menino quebrou o braço da cadeira durante a brincadeira.

    IV. A criança pulava feito um coelhinho solto no quintal.

    Considere as seguintes figuras de palavras:

    ( ) Catacrese

    ( ) Comparação

    ( ) Metáfora

    ( ) Perífrase

    Assinale a alternativa que indica a ordem correta das frases de acordo com as figuras na segunda coluna.

    A) I, II, III, IV.

    B) II, IV, I, III.

    C) III, IV, II, I.

    D) III, II, IV, I.

    E) IV, III, I, II.

  5. Questão 5

    (UEM 2012)

    Tempo perdido

    Renato Russo

    (Disponível em: http://letras.terra.com.br/legiao-urbana/22489/. Acesso em 30/08/2012)

    Em “Nosso suor sagrado” (linha 14), ocorre uma metonímia, porque há uma relação entre a causa (trabalho) e a consequência (suor).

    (   ) Certo.

    (   ) Errado.

  6. Questão 6

    (FATEC 2018)

    Leia o texto para responder à questão.

    Palavras: uma questão de estilo

    A construção de um bom texto depende da criatividade de quem o escreve.
    Veja como o uso das palavras exerce um papel importante nesse contexto.

    João Ribeiro, eminente gramático e profundo conhecedor da língua portuguesa, disse certa vez, em entrevista que deu ao jornalista carioca João do Rio (O Momento Literário), que o estilo seria, antes de tudo, “a ideia precisa e exata na sua forma exata e precisa”. De fato, não são poucos os que acreditam que o estilo depende, basicamente, da conjunção precisa entre forma e fundo, ideia em si mesma legítima, embora se saiba que até mesmo o que se considera erro, lacuna, falha ou desvio pode ser, no limite, considerado… uma questão de estilo. Falar em estilo na língua portuguesa remete-nos, imediatamente, a certa escala de valores que não apenas as frases, as orações e os períodos contêm, mas que também as palavras, isoladamente ou não, possuem. Assim, da mesma maneira que temos, no que compete à gramática da língua, as categorias essenciais (substantivos, verbos, adjetivos), auxiliares (artigos, preposições) e determinantes (advérbios, numerais), nas quais os vocábulos se subdividem, em termos de estilo essas categorias são também fundamentais para que possamos apreender a língua não em sua estrutura morfossintática, mas em sua configuração estilística. Uma frase como “Aires não pensava nada, mas percebeu que os outros pensavam alguma cousa”, retirada do romance Memorial de Aires, de Machado de Assis, é reveladora não apenas pelo sentido que ela tem para a economia do romance, mas também em razão do peso que os verbos possuem no período, ora pelo jogo de oposições entre singular e plural (pensava / pensavam); ora pela dicotomia entre afirmação e negação (pensava / não pensavam); ora pela mediação, entre os dois vocábulos, realizada pelo verbo percebeu (pensava / percebeu / pensavam); ora ainda pelo contraste entre dois tempos verbais, o pretérito imperfeito (pensava / pensavam) e o perfeito (percebeu). Tudo isso se torna significativo, literariamente falando, para a narrativa e, mais do que um traço morfossintático, é um traço estilístico marcante na escala de valores a que aqui nos referimos e que pode, ainda, ter uma natureza sinestésica, estando ligada a determinados sentidos humanos. Por exemplo, é muito comum associarmos determinadas  palavras a determinados sentidos, criando assim – no âmbito da percepção estilística – imagens visuais, auditivas, táteis, olfativas ou gustativas.

    https://tinyurl.com/y7wzrn8k. Acesso em: 07.11.2017. Adaptado.

    O texto faz referência à sinestesia, um recurso semântico capaz de tornar o texto mais expressivo. Assinale a alternativa que apresenta um exemplo da figura de linguagem conhecida como sinestesia.

    A) O toque de suas mãos era frio como a neve.

    B) Suas palavras eram amargas e frias.

    C) Caía lá fora a neve fria.

    D) O inverno sem você é glacial.

    E) O frio contava as histórias de tempos passados.

  7. Questão 7

    (Enem 2020)

    O ouro do século 21

    Cério, gadolínio, lutécio, promécio e érbio; sumário, térbio e disprósio; hólmio, túlio e itérbio. Essa lista de nomes esquisitos e pouco conhecidos pode parecer a escalação de um time de futebol, que ainda teria no banco de reservas lantânio, neodímio, praseodímio, európio, escândio e ítrio. Mas esses 17 metais chamados de terras-raras, fazem parte da vida de quase todos os humanos do planeta. Chamados por muitos de “ouro do século 21”, “elementos do futuro” ou “vitaminas da indústria”, eles estão nos materiais usados na fabricação de lâmpadas, telas de computadores, tablets e celulares, motores de carros elétricos, baterias e até turbinas eólicas. Apesar de tantas aplicações, o Brasil, dono da segunda maior reserva do mundo desses metais, parou de extraí-los e usá-los em 2002. Agora, volta a pensar em retomar sua exploração.

    SILVEIRA. E. Disponível em: www.revistaplaneta.com.br Acesso em: 6 dez 2017 (adaptado)

    As aspas sinalizam expressões metafóricas empregadas intencionalmente pelo autor do texto para

    A) imprimir um tom irônico à reportagem.

    B) incorporar citações de especialistas à reportagem.

    C) atribuir maior valor aos metais, objeto da reportagem.

    D) esclarecer termos científicos empregados na reportagem.

    E) marcar a apropriação de termos de outra ciência pela reportagem.

  8. Questão 8

    (VUNESP 2016)

    Leia o soneto “A uma dama dormindo junto a uma fonte”, do poeta barroco Gregório de Matos (1636-1696), para responder à questão.

    À margem de uma fonte, que corria,
    Lira doce dos pássaros cantores
    A bela ocasião das minhas dores
    Dormindo estava ao despertar do dia.

    Mas como dorme Sílvia, não vestia
    O céu seus horizontes de mil cores;
    Dominava o silêncio entre as flores,
    Calava o mar, e rio não se ouvia.

    Não dão o parabém à nova Aurora
    Flores canoras, pássaros fragrantes,
    Nem seu âmbar respira a rica Flora.

    Porém abrindo Sílvia os dois diamantes,
    Tudo a Sílvia festeja, tudo adora
    Aves cheirosas, flores ressonantes.

    (Poemas escolhidos, 2010.)

    “A sinestesia consiste em transferir percepções de um sentido para as de outro, resultando um cruzamento de sensações.”

    (Celso Cunha. Gramática essencial, 2013.)

    Verifica-se a ocorrência desse recurso no seguinte verso:

    A) “Flores canoras, pássaros fragrantes,” (3ª estrofe)

    B) “À margem de uma fonte, que corria,” (1ª estrofe)

    C) “Porém abrindo Sílvia os dois diamantes,” (4ª estrofe)

    D) “Dominava o silêncio entre as flores,” (2ª estrofe)

    E) “O céu seus horizontes de mil cores;” (2ª estrofe)

  9. Questão 9

    (FAMERP 2017)

    Tirinha com diálogo entre Mafalda e Tino em exercícios sobre figuras de palavras.

    (Quino. Toda Mafalda, 2012. Adaptado.)

    O autor inseriu no balão do último quadrinho uma fala que exemplifica o conceito de metonímia (figura de linguagem baseada numa relação de proximidade). Essa fala é:

    A) Bem!... Vai ver que em vez de mente meu pai quis dizer cabeça.

    B) Se é assim, por que você fica fora do ar, de vez em quando?

    C) Filipe... Você acha, então, que o meu pai mente?

    D) Olhei pelo buraco do seu ouvido e não vi nada...

    E) Pra você, com esse topete que parece uma antena, é fácil!

  10. Questão 10

    (Enem 2023)

    Mestre e companheiro, disse eu que nos íamos despedir. Mas disse mal. A morte não extingue: transforma; não aniquila: renova; não divorcia: aproxima. Um dia supuseste “morta e separada” a consorte dos teus sonhos e das tuas agonias, que te soubera “pôr um mundo inteiro no recanto” do teu ninho; e, todavia, nunca ela te esteve mais presente, no íntimo de ti mesmo e na expressão do teu canto, no fundo do teu ser e na face de tuas ações. Esses catorze versos inimitáveis, em que o enlevo dos teus discípulos resume o valor de toda uma literatura, eram a aliança de ouro do teu segundo noivado, um anel de outras núpcias, para a vida nova do teu renascimento e da tua glorificação, com a sócia sem nódoa dos teus anos de mocidade e madureza, da florescência e frutificação de tua alma. Para os eleitos do mundo das ideias a miséria está na decadência, e não na morte. A nobreza de uma nos preserva das ruínas da outra. Quando eles atravessavam essa passagem do invisível, que os conduz à região da verdade sem mescla, então é que entramos a sentir o começo do seu reino, o reino dos mortos sobre os vivos.

    BARBOSA, R. O adeus da Academia a Machado de Assis. Rio de Janeiro: Agir, 1962.

    Esse é um trecho do discurso de Rui Barbosa na Academia Brasileira de Letras em homenagem a Machado de Assis por ocasião de sua morte. Uma das características desse discurso de homenagem é a presença de

    A) metáforas relacionadas à trajetória pessoal e criadora do homenageado.

    B) recursos fonológicos empregados para a valorização do ritmo do texto.

    C) frases curtas e diretas no relato da vida e da morte do homenageado.

    D) contraposição de ideias presentes na obra do homenageado.

    E) seleção vocabular representativa do sentimento de nostalgia.

  11. Questão 11

    (Enem 2016)

    Exame de vista com sombras humanas e de animais em exercícios sobre figuras de palavras.

    O cartum Miopia, de Chen Fang, foi apresentado em 2011 na quarta mostra Ecocartoon, que teve como tema a educação ambiental. Seu título e os elementos visuais fazem referência ao exame oftalmológico e a um tipo específico de dificuldade visual. Com o uso metafórico da miopia e a exploração de características da imagem, o cartum

    A) evidencia o papel secundário que animais e plantas desempenham no processo de produção de riquezas.

    B) expõe o alto custo para a manutenção da vida tanto dos seres humanos como de animais e plantas.

    C) denuncia a hierarquia de valores que supervaloriza o dinheiro em detrimento dos seres vivos.

    D) revela o distanciamento entre o homem e a natureza, resultante das atividades econômicas.

    E) questiona o antagonismo entre homens e mulheres, motivado por questões econômicas.

  12. Questão 12

    (Enem 2011)

    Ilustração com uma sátira da evolução humana em exercícios sobre figuras de palavras.

    O argumento presente na charge consiste em uma metáfora relativa à teoria evolucionista e ao desenvolvimento tecnológico. Considerando o contexto apresentado, verifica-se que o impacto tecnológico pode ocasionar

    A) o surgimento de um homem dependente de um novo modelo tecnológico.

    B) a mudança do homem em razão dos novos inventos que destroem sua realidade.

    C) a problemática social de grande exclusão digital a partir da interferência da máquina.

    D) a invenção de equipamentos que dificultam o trabalho do homem, em sua esfera social.

    E) o retrocesso do desenvolvimento do homem em face da criação de ferramentas como lança, máquina e computador.