Exercícios sobre termos essenciais da oração
Esta lista de exercícios vai testar seus conhecimentos sobre termos essenciais da oração. O sujeito e o predicado são os termos essenciais da oração, portanto indispensáveis.
Publicado por: Warley SouzaQuestões
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Questão 1
(UENP)
Foi justamente depois de “estrearem” como avós em 2012 que a publicitária Elisabete Junqueira e o jornalista Jorge Luiz de Souza resolveram criar o site Avosidade, que completou um ano nesta semana, justamente no Dia dos Avós — 26 de julho. A marca traz sobre a letra “O” um acento circunflexo invertido, uma forma de retratar com igualdade os dois gêneros. Pais de cinco filhos e avós de cinco crianças o casal conta que fez uma longa pesquisa até chegar à conclusão de que não havia na Internet um espaço que contemplasse a relação entre avós e netos. Nosso objetivo é conectar gerações, tanto que o site já nasceu com um canal para os netos, diz Elisabete. Para Jorge, a participação dos avós no site, sugerindo temas e mandando fotos é um indicativo de que eles usam a Internet, sim. “Eles não vão mais para a praça jogar dominó”, brinca, ao que Elisabete completa “As avós não são mais Dona Benta”, referindo-se à avó mais famosa da literatura infantil brasileira.
GONÇALVES, E. Conectando gerações. Folha de Londrina. 29 jul. 2016. Suplemento Folha da Sexta. p. 17.
Em relação às palavras sublinhadas no texto que exercem a função de sujeito, considere os itens a seguir.
I- A marca.
II- um canal.
III- a Internet.
IV- As avós.
Assinale a alternativa correta.
A) Somente os itens I e II são corretos.
B) Somente os itens I e IV são corretos.
C) Somente os itens III e IV são corretos.
D) Somente os itens I, II e III são corretos.
E) Somente os itens II, III e IV são corretos.
Alternativa B.
Em “A marca traz sobre a letra...”, “a marca” é o elemento com o qual o verbo concorda e, portanto, é o sujeito da oração. O mesmo ocorre em “As avós não são mais Dona Benta”. Já as expressões “um canal” e “a Internet” não apresentam tal característica.
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Questão 2
(USP)
Leia o trecho extraído de uma notícia veiculada na internet:
“O carro furou o pneu e bateu no meio-fio, então eles foram obrigados a parar. O refém conseguiu acionar a população, que depois pegou dois dos três indivíduos e tentaram linchar eles. O outro conseguiu fugir, mas foi preso momentos depois por uma viatura do 5o BPM”, afirmou o major.
Disponível em: https://www.gp1.com.br/.
No português do Brasil, a função sintática do sujeito não possui, necessariamente, uma natureza de agente, ainda que o verbo esteja na voz ativa, tal como encontrado em:
A) “O carro furou o pneu”.
B) “e bateu no meio-fio”.
C) “O refém conseguiu acionar a população”.
D) “tentaram linchar eles”.
E) “afirmou o major”.
Alternativa A.
Na frase “O carro furou o pneu”, o verbo está na voz ativa, já que, estruturalmente, o sujeito “o carro” praticou a ação de furar o pneu. No entanto, semanticamente, um carro não fura um pneu, mas sim o pneu do carro é furado por alguma coisa ou alguém. Portanto, a não ser em um contexto fantástico, um carro não pode furar um pneu. Apesar disso, tal frase assim estruturada é compreendida pelos falantes da língua portuguesa.
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Questão 3
(Unimontes)
O instinto animal
Alguns traduzem por “instinto animal” o que o economista inglês John Maynard Keynes na década de 30 descreveu como “animal spirit”, isto é, espírito animal. A tradução do termo original não importa muito, importa o que significa, e significa várias coisas: o gosto ou a capacidade pelo risco ao investir, por exemplo, quando se fala em empresários e economia. Neste artigo tomo a expressão como nossa capacidade geral de sentir, pressentir algo, e agir conforme. Isso se refere não só a indivíduos, mas a grupos, instituições, estados, governos. Sendo intuição e audácia, ele melhora se misturado com alguma prudência e sabedoria, para que o bolo não desande.
[...]
Precisamos medir nossas palavras: cuidar do que dizemos, do que escrevemos, e também do que pensamos e não dizemos. Podem acusar quanto quiserem os empresários, os louros de olhos azuis, as elites, os ricos, os intelectuais, não importa: mas não acusem de querer o mal da nação aqueles que batalham pela mera sobrevivência ou por uma vida melhor, num orçamento que tenha a educação como prioridade. [...]. Dirão que continuo repetitiva com esse tema: sou, e serei, porque acredito nisso. Precisamos ter cuidados pelos que nos governam: se nas relações pessoais amar é cuidar, na vida do país cuidar é nutrir não só o corpo e fortalecer condições materiais de vida, mas iluminar a mente. Para que a gente possa ter esperanças fundamentadas, emprego digno, salário compensador, morando e trabalhando num ambiente saudável, aprendendo a administrar nossos ganhos, poucos ou abundantes. Para não estarmos entre os últimos nas listas de povos mais ou menos educados e saudáveis, mas plenamente inseridos no mundo civilizado.
Parece utopia, aceito isso. Mas batalharei, com muitos outros, para que ela se transforme na nossa mais fundamental realidade: simples assim.
LUFT, Lya. O instinto animal. Revista Veja, São Paulo, p. 2, julho de 2012.
Em todos os contextos, há verbos que foram flexionados na terceira pessoa do plural para indeterminar o sujeito, EXCETO
A) “Podem acusar quanto quiserem os empresários, os louros de olhos azuis, as elites, os ricos, os intelectuais, não importa...”
B) “Alguns traduzem por ‘instinto animal’ o que o economista inglês John Maynard Keynes na década de 30 descreveu como ‘animal spirit’...”
C) “Dirão que continuo repetitiva com esse tema: sou, e serei, porque acredito nisso.”
D) “...não acusem de querer o mal da nação aqueles que batalham pela mera sobrevivência ou por uma vida melhor...”
Alternativa B.
Em “Alguns traduzem por ‘instinto animal’ o que o economista inglês John Maynard Keynes na década de 30 descreveu como ‘animal spirit’...”, os sujeitos são determinados, ou seja, “alguns” e “o economista inglês John Maynard Keynes” são sujeitos simples. Portanto, não há sujeito indeterminado nesse período.
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Questão 4
(Unimontes)
A posse das coisas
Danuza Leão
Há muitos anos, vendi o apartamento onde morava para um americano, e como ele não tinha conta em banco, pediu para pagar em dinheiro; dinheiro vivo. Eu até gostei. No fundo, no fundo, muito melhor dinheiro do que cheque.
[…]
Aí, chegou a hora do pagamento: o comprador abriu uma maleta tipo James Bond, botou os maços de dinheiro em cima da mesa e esperou que eu conferisse. Até tentei, mas como não estava (nem estou) acostumada a contar dinheiro, a coisa ficou lenta. Aí, a gerente do banco perguntou se eu não gostaria que um funcionário, com mais prática, fizesse isso por mim; eu, aliviada, disse que sim.
Por alguma razão — talvez pelo respeito que o dinheiro impõe — fez-se silêncio. Todos olhávamos para as mãos da pessoa que contava e para as notas, como se estivéssemos hipnotizados. E foi aí que viajei em meus pensamentos.
No quinto pacotinho, pensei que com eles podia comprar um carro. Mas aí vieram os outros, e me perdi. Me perdi e só via montes de folhas de papel pintado, cortados do mesmo tamanho; muito bonitinhos até, mas apenas um monte de papel. Perdi a noção de que aquilo era dinheiro e comecei a pensar. Então estava trocando meu apartamento com vista para o mar, onde fui tão feliz, por aqueles montinhos de papel? E o tempo que levei escolhendo a cor das paredes, os sonhos que sonhei, os momentos de amizade, amor, felicidade, tristeza, desespero, ódio, esperança, tudo isso acabou, trocado por papel colorido? E o que era o dinheiro, afinal, essa invenção diabólica, razão de brigas, deslealdades, traições, guerras, mortes?
[…]
O dinheiro acabou de ser contado, assinei a escritura, suspirei, esperei pelo recibo do depósito e saí. Já era noite, os ônibus passavam lotados; dei graças a Deus por ter dinheiro para tomar um táxi e fui para casa pensando que talvez fosse bem bom viver no meio do mato. Mas para isso seria preciso ter nascido há uns 500 anos.
Folha de São Paulo, 26-9-2010.
Marque a alternativa em que o predicado exprime, ao mesmo tempo, uma ação e um estado do sujeito.
A) “...a coisa ficou lenta.”
B) “...onde fui tão feliz...”
C) “...como se estivéssemos hipnotizados.”
D) “...os ônibus passavam lotados...”
Alternativa D.
Justificativa:
Em “os ônibus passavam lotados”, temos o predicado verbo-nominal “passavam lotados”. Ele é composto pelo verbo intransitivo “passavam” (indica a ação do sujeito “os ônibus”) e pelo predicativo do sujeito “lotados” (caracteriza o sujeito “os ônibus”).
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Questão 5
Analise estas afirmações:
I- Os termos essenciais da oração são sujeito, predicado e aposto.
II- Os sujeitos simples, composto e oculto são determinados.
III- O sujeito indeterminado faz parte da oração sem sujeito.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s):
A) I apenas.
B) II apenas.
C) III apenas.
D) I e II apenas.
E) I, II e III.
Alternativa B.
Os termos essenciais da oração são apenas o sujeito e o predicado. O aposto é um termo acessório da oração. Uma oração sem sujeito não tem sujeito, pois ele é inexistente. Já o sujeito indeterminado não pode ser localizado na oração, mas há marcas de sua existência, como, por exemplo, verbo conjugado na terceira pessoa do plural “elas” ou “eles”, ou seja, sujeitos não identificáveis.
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Questão 6
Marque V (verdadeiro) ou F (falso) para as seguintes afirmações:
( ) O predicado pode ser nominal, verbal ou verbo-nominal.
( ) Na oração “Danilo é divertido”, o predicado é nominal.
( ) Na oração “Danilo dormiu muito”, o predicado é verbal.
A sequência correta é:
A) V, V, F.
B) V, V, V.
C) V, F, F.
D) F, F, V.
E) F, V, F.
Alternativa B.
Na oração “Danilo é divertido”, o predicado nominal “é divertido” é composto de verbo de ligação e predicativo do sujeito. Na oração “Danilo dormiu muito”, o predicado verbal “dormiu muito” é composto pelo verbo intransitivo “dormiu” e o advérbio de intensidade “muito”.
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Questão 7
Analise estas afirmações:
I- A frase “Os livros de colorir estão caríssimos” possui sujeito simples.
II- A frase “Todos nós fomos à livraria” possui sujeito composto.
III- A frase “Juliana e eu gritamos” possui sujeito composto.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s):
A) I apenas.
B) II apenas.
C) III apenas.
D) I e III apenas.
E) II e III apenas.
Alternativa D.
Na frase “Os livros de colorir estão caríssimos”, o sujeito simples é “os livros de colorir”, com apenas um núcleo: “livros”. Já a frase “Todos nós fomos à livraria” possui o sujeito simples “todos nós”, com apenas um núcleo: “nós”. Por fim, a frase “Juliana e eu gritamos” possui sujeito composto “Juliana e eu”, com dois núcleos: “Juliana” e “eu”.
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Questão 8
Assinale a alternativa que apresenta um sujeito indeterminado.
A) Minha nora acabou de terminar a graduação em engenharia.
B) Carlos e Daniel são irmãos gêmeos e meus grandes amigos.
C) Querem transformar o mundo em um lugar inóspito.
D) Comprei uma fábrica de pregos e parafusos.
E) Elas sabiam que a pesquisa enfrentaria resistências.
Alternativa C.
Justificativa:
Em “Minha nora acabou de terminar a graduação em engenharia”, o sujeito é simples. Em “Carlos e Daniel são irmãos gêmeos e meus grandes amigos”, o sujeito é composto. Em “Querem transformar o mundo em um lugar inóspito”, o sujeito é indeterminado, pois o verbo está na terceira pessoa do plural e não há explicitação do pronome “eles”. Em “Comprei uma fábrica de pregos e parafusos”, o sujeito “eu” está oculto. Por fim, em “Elas sabiam que a pesquisa enfrentaria resistências”, “elas” é sujeito simples, pois esse pronome está explícito na oração.
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Questão 9
Assinale a alternativa que apresenta um predicado verbo-nominal.
A) Todos os animais morrem.
B) Ele tinha muitas exigências.
C) Dona Augusta ficou chocada.
D) Meus pés continuavam inchados.
E) Assistimos ao jogo enfurecidas.
Alternativa E.
São predicados verbais: “morrem” e “tinha muitas exigências”. São predicados nominais: “ficou chocada” e “continuavam inchados”. Por fim, é predicado verbo-nominal: “Assistimos ao jogo enfurecidas”. Essa oração apresenta verbo transitivo e predicativo do sujeito oculto “nós”.
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Questão 10
Marque V (verdadeiro) ou F (falso) para as seguintes afirmações:
( ) O predicado nominal apresenta verbo transitivo e predicativo do sujeito.
( ) O predicado verbal apresenta verbo transitivo ou intransitivo.
( ) O predicado verbo-nominal apresenta verbo de ligação e predicativo.
A sequência correta é:
A) V, V, F.
B) V, V, V.
C) V, F, F.
D) F, F, V.
E) F, V, F.
Alternativa E.
O predicado nominal apresenta verbo de ligação e predicativo do sujeito. O predicado verbo-nominal apresenta verbo transitivo ou intransitivo e predicativo (do sujeito ou do objeto).
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Questão 11
Solitário
Como um fantasma que se refugia
Na solidão da natureza morta,
Por trás dos ermos túmulos, um dia,
Eu fui refugiar-me à tua porta!Fazia frio e o frio que fazia
Não era esse que a carne nos conforta...
Cortava assim como em carniçaria
O aço das facas incisivas corta!Mas tu não vieste ver minha Desgraça!
E eu saí, como quem tudo repele,
— Velho caixão a carregar destroços —Levando apenas na tumba carcaça
O pergaminho singular da pele
E o chocalho fatídico dos ossos!ANJOS, Augusto dos. Eu e outras poesias. 42. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1998.
Após a leitura do poema do escritor brasileiro Augusto dos Anjos, assinale a afirmativa INCORRETA.
A) O verbo “refugia” apresenta sujeito simples.
B) O sujeito do verbo “cortava” é “o frio que fazia”.
C) O sujeito do verbo “vieste” é o pronome pessoal do caso reto “tu”.
D) O sujeito do verbo “repele” é a palavra “quem”.
E) O verbo “fazia”, em ambas as ocorrências, não possui sujeito.
Alternativa E.
O sujeito simples do verbo “refugia” é “um fantasma”. A expressão “o frio que fazia” (composta pelo substantivo “frio” e a oração subordinada adjetiva restritiva “que fazia”) atua como sujeito do verbo “cortava”. O pronome “tu” é sujeito do verbo “vieste”. Em “quem tudo repele”, “quem” é sujeito e “tudo” é objeto direto do verbo “repele”. Por fim, o verbo “fazia”, na primeira ocorrência, faz parte de uma oração sem sujeito: “Fazia frio”. No entanto, na segunda ocorrência, de caráter coloquial (“o frio que fazia”), “o frio” é sujeito do verbo “fazia”, sendo retomado pelo pronome relativo “que”.
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Questão 12
Tietê
Era uma vez um rio...
Porém os Borbas-Gatos dos ultranacionais esperiamente!Havia nas manhãs cheias de Sol do entusiasmo
as monções da ambição...
E as gigânteas vitórias!
As embarcações singravam rumo do abismal Descaminho...Arroubos... Lutas... Setas... Cantigas... Povoar!...
Ritmos de Brecheret!... E a santificação da morte!
Foram-se os ouros!... E o hoje das turmalinas!...— Nadador! Vamos partir pela via dum Mato-Grosso?
— Io! Mai!... (Mais dez braçadas.
Quina Migone. Hat Stores. Meia de seda.)
Vado a pranzare con la Ruth.ANDRADE, Mário de. Poesias completas. Belo Horizonte: ltatiaia; São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1987.
Após ler o texto, marque V (verdadeiro) ou F (falso) para as seguintes afirmações:
( ) O poema de Mário de Andrade apresenta, pelo menos, um sujeito inexistente.
( ) O poema de Mário de Andrade apresenta, pelo menos, um predicado verbo-nominal.
( ) O poema de Mário de Andrade apresenta, pelo menos, um predicado verbal.
A sequência correta é:
A) V, V, F.
B) V, V, V.
C) V, F, V.
D) F, F, V.
E) F, V, F.
Alternativa C.
Há sujeito inexistente em: “Havia nas manhãs cheias de Sol do entusiasmo/ as monções da ambição...”. Não há ocorrência de predicado verbo-nominal. Há predicado verbal em: “As embarcações singravam rumo do abismal Descaminho...”.