Exercícios sobre vozes verbais

Nesta lista de exercícios sobre vozes verbais, você revisará esse tema da gramática e poderá testar seu conhecimento sobre o uso das três vozes do verbo nas orações.

Publicado por: Guilherme Viana

Questões

  1. Questão 1

    Assinale a alternativa que melhor define a voz ativa.

  2. Questão 2

    Qual é a principal diferença entre a voz passiva analítica e a voz passiva sintética?

  3. Questão 3

    A transformação de uma oração da voz ativa para a passiva analítica pressupõe:

  4. Questão 4

    Observe a frase:

    O jogador de futebol caiu no meio do campo.

    Quanto à classificação da voz verbal, essa frase está:

  5. Questão 5

    A escolha da voz passiva em:

    A atriz famosa na novela foi ofendida por um crítico muito conhecido nas redes sociais.

    Tem como principal efeito:

  6. Questão 6

    Qual das frases a seguir está na voz passiva analítica?

  7. Questão 7

    Assinale a alternativa que apresenta a frase que está na voz passiva sintética:

  8. Questão 8

    Em qual das orações o pronome “se” não indica voz reflexiva?

  9. Questão 9

    Na frase:

    Nosso time apanhou do time de vocês naquele campeonato.

    O sujeito:

  10. Questão 10

    (FCC)

    Uma energia que vem de longe

    O aproveitamento de recursos hídricos nas formas e em escala que conhecemos hoje só se tornou possível no final do século XIX, após o domínio das leis da mecânica dos fluidos, o consequente aperfeiçoamento das máquinas hidráulicas até o rendimento máximo e, por fim, o desenvolvimento da fantástica indústria da eletricidade. Sua história, porém, remonta à época da emergência daquelas civilizações, na Ásia e na África, das quais toda a cultura moderna é tributária, e está intimamente associada ao desenvolvimento dos primeiros grandes sistemas energéticos da humanidade, baseados na cultura irrigada de cereais.

    (LOPES, Bernardina Reina, inédito)

    Transpondo-se para a voz ativa a frase “Eficazes sistemas de irrigação teriam sido utilizados pelos antigos em suas culturas de cereais”, a forma verbal resultante deverá ser

  11. Questão 11

    (Vunesp, 2022)

    Em uma sociedade desigual, aqueles que alcançam o topo querem acreditar que seu sucesso tem justificativa moral. Em uma sociedade de meritocracia* , isso significa que os vencedores devem acreditar que conquistaram o sucesso através do próprio talento e empenho. Quem entra em uma universidade pública de prestígio com credenciais brilhantes se orgulha da conquista e considera que o fez por conta própria. Mas isso, de certa forma, é ilusório. Ainda que seja verdade o fato de a entrada refletir dedicação e empenho, não se pode dizer que foi somente resultado da própria ação. E o que dizer a respeito de pai, mãe e professores que ajudaram ao longo do caminho? E a sorte de viver em uma sociedade que cultiva e recompensa os talentos que eles por acaso têm?

    As pessoas que, por meio de um pouco de esforço e talento, prevalecem em uma meritocracia ficam endividadas de uma forma que a competição ofusca. À medida que a meritocracia se intensifica, o esforço nos absorve tanto que o fato de estarmos endividados sai de vista. Dessa maneira, até mesmo uma meritocracia justa, uma em que não haja trapaça, ou suborno, ou privilégios especiais para os ricos, induz a uma impressão equivocada: de que chegamos lá por conta própria. Os anos de árduo esforço exigidos de candidatos a universidades de elite praticamente os obriga a acreditar que o sucesso deles é resultado das próprias ações, e, se fracassarem, não terão a quem culpar, a não ser a si mesmos.

    Esse é um fardo pesado para pessoas jovens carregarem. Além disso, corrói sensibilidades cívicas. Porque quanto mais pensarmos em nós como pessoas que vencem pelo próprio esforço e que são autossuficientes, mais difícil será aprender a ter gratidão e humildade. E sem esses sentimentos é difícil se importar com o bem comum.

    O ingresso em universidades não é a única ocasião para discussões sobre mérito. Na política contemporânea, há uma abundância de debates acerca de quem merece o quê. Na superfície, esses debates são sobre o que é justo — todo mundo tem oportunidades verdadeiramente iguais para competir por bens desejáveis e posições sociais? No entanto, nossas discordâncias a propósito do mérito não são apenas em relação a ser justo mas também quanto a como definimos sucesso e fracasso, vencer e perder, e o comportamento que vencedores devem direcionar àqueles menos bem-sucedidos do que eles. Essas são questões bastante pesadas e que tentamos evitar, até o momento em que elas se lançam sobre nós. Precisamos perguntar se a solução para nossa política conflituosa é viver mais fielmente pelo princípio do mérito ou buscar um bem comum além da classificação e da luta.

    * meritocracia: sistema de recompensa e/ou promoção fundamentado no mérito pessoal

    (Michael J. Sandel. A tirania do mérito: o que aconteceu com o bem comum? Trad. Bhuvi Libanio. – 4ª ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2021. Excerto adaptado)

    Assinale a alternativa em que a frase redigida a partir do texto – Os jovens carregam um fardo demasiadamente pesado na busca do mérito. – está corretamente alterada para a voz passiva.

  12. Questão 12

    (FCC, 2022)

    Todos já ouvimos falar de crianças hiperativas, que não conseguem ficar paradas; ou daquelas que sonham acordadas e se distraem ao menor dos estímulos. Da mesma forma, é comum ouvirmos histórias de adultos impacientes, que comumente iniciam projetos e os abandonam no meio do caminho. Apresentam altos e baixos, são impulsivos, esquecem compromissos, falam o que lhes dá na telha. Comportamentos como esses são característicos do transtorno do déficit de atenção/hiperatividade (TDAH), classificado pela Associação de Psiquiatria Americana (APA).

    Quando se pensa em TDAH, logo vêm à mente imagens de um cérebro em estado de caos. Diante dessa visão restrita, pode-se ter a ideia errônea de que pessoas com TDAH estariam fadadas ao fracasso; mas, ao contrário disso, grande parte delas atuam nas mais diversas áreas profissionais de forma brilhante.

    Muitas teorias têm sido elaboradas para elucidar a origem do sucesso obtido por personalidades com comportamento TDAH nos mais diversos setores do conhecimento. Porém, a ciência não tem uma explicação exata para esse fato; até porque o funcionamento cerebral humano não segue nenhuma lógica aritmética previsível. Ideias, sensações e emoções não podem ser quantificadas; são características humanas imensuráveis. Nesse território empírico, uma coisa é certa: o funcionamento cerebral TDAH favorece o exercício da mais transcendente atividade humana: a criatividade.

    Se entendermos criatividade como a capacidade de ver os mais diversos aspectos da vida através de um novo prisma e então dar forma a novas ideias, notaremos que a mente TDAH, em meio à confusão resultante do intenso bombardeio de pensamentos, é capaz de entender o mundo sob ângulos habitualmente não explorados.

    A hiper-reatividade é responsável pela capacidade da mente TDAH de não parar nunca. Trata-se de uma hipersensibilidade que essa mente possui de se ligar a tudo ao mesmo tempo. Uma vez que está sempre reagindo a si mesma, essa mente pensa e repensa o tempo todo. Esse estado de inquietação mental permanente mantém toda uma rede de pensamentos e imagens em atividade intensa, proporcionando, assim, o terreno ideal para o exercício da criatividade.

    (Adaptado de: SILVA, Ana Beatriz Barbosa. Mentes Inquietas: TDAH − desatenção, hiperatividade e impulsividade. São Paulo: Globo, 2014, edição digital)

    Esse estado de inquietação mental permanente mantém toda uma rede de pensamentos e imagens em atividade intensa (último parágrafo).

    Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a forma verbal resultante será: