Exercícios sobre vozes verbais
Nesta lista de exercícios sobre vozes verbais, você revisará esse tema da gramática e poderá testar seu conhecimento sobre o uso das três vozes do verbo nas orações.
Publicado por: Guilherme VianaQuestões
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Questão 1
Assinale a alternativa que melhor define a voz ativa.
Alternativa C.
A voz ativa é caracterizada pela presença de um sujeito que realiza a ação indicada pelo verbo.
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Questão 2
Qual é a principal diferença entre a voz passiva analítica e a voz passiva sintética?
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Questão 3
A transformação de uma oração da voz ativa para a passiva analítica pressupõe:
Alternativa D.
Para transformar uma oração da voz ativa em passiva analítica, o verbo principal vai para o particípio, e é acompanhado de um verbo auxiliar (por exemplo, “ser”), que concorda com o novo sujeito, que era o objeto direto na voz ativa.
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Questão 4
Observe a frase:
O jogador de futebol caiu no meio do campo.
Quanto à classificação da voz verbal, essa frase está:
Alternativa A.
Apesar de o sujeito “o jogador de futebol” não praticar ativamente a ação, a frase está morfologicamente na voz ativa, pois o que define a voz verbal é a estrutura verbal, e não o sentido semântico da ação.
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Questão 5
A escolha da voz passiva em:
A atriz famosa na novela foi ofendida por um crítico muito conhecido nas redes sociais.
Tem como principal efeito:
Alternativa E.
O uso da voz passiva, nesse caso, serve para realçar o sujeito ofendido (a atriz famosa), e não o ofensor. A intenção do narrador é mudar o foco da ação, priorizando quem sofreu a ofensa.
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Questão 6
Qual das frases a seguir está na voz passiva analítica?
Alternativa B.
A estrutura da passiva analítica é: sujeito paciente + verbo auxiliar + particípio + agente da passiva. A frase “foi vendida por um corretor” cumpre exatamente essa estrutura.
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Questão 7
Assinale a alternativa que apresenta a frase que está na voz passiva sintética:
Alternativa B.
A voz passiva sintética (ou pronominal) é formada por verbo + pronome “se” + sujeito paciente, sem agente da passiva. “Comprou-se uma bicicleta nova” é um exemplo típico dessa estrutura.
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Questão 8
Em qual das orações o pronome “se” não indica voz reflexiva?
Alternativa B.
Verbos como “alegrar-se”, “zangar-se”, “entristecer-se” são verbos pronominais de sentimento, e não indicam reflexividade (ação feita sobre si). Não há objeto paciente, apenas estado ou reação emocional.
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Questão 9
Na frase:
Nosso time apanhou do time de vocês naquele campeonato.
O sujeito:
Alternativa A.
Embora o verbo esteja na forma ativa (apanhou), o sujeito não pratica a ação, mas a sofre. A frase está na voz ativa em estrutura, mas o sujeito é paciente em sentido.
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Questão 10
(FCC)
Uma energia que vem de longe
O aproveitamento de recursos hídricos nas formas e em escala que conhecemos hoje só se tornou possível no final do século XIX, após o domínio das leis da mecânica dos fluidos, o consequente aperfeiçoamento das máquinas hidráulicas até o rendimento máximo e, por fim, o desenvolvimento da fantástica indústria da eletricidade. Sua história, porém, remonta à época da emergência daquelas civilizações, na Ásia e na África, das quais toda a cultura moderna é tributária, e está intimamente associada ao desenvolvimento dos primeiros grandes sistemas energéticos da humanidade, baseados na cultura irrigada de cereais.
(LOPES, Bernardina Reina, inédito)
Transpondo-se para a voz ativa a frase “Eficazes sistemas de irrigação teriam sido utilizados pelos antigos em suas culturas de cereais”, a forma verbal resultante deverá ser
Alternativa B.
Para passar a frase para a voz ativa, o agente da passiva (os antigos) vira sujeito, enquanto o verbo principal volta à forma ativa correspondente (teriam utilizado). Assim, a frase na voz ativa é: “Os antigos teriam utilizado eficazes sistemas de irrigação em suas culturas de cereais”.
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Questão 11
(Vunesp, 2022)
Em uma sociedade desigual, aqueles que alcançam o topo querem acreditar que seu sucesso tem justificativa moral. Em uma sociedade de meritocracia* , isso significa que os vencedores devem acreditar que conquistaram o sucesso através do próprio talento e empenho. Quem entra em uma universidade pública de prestígio com credenciais brilhantes se orgulha da conquista e considera que o fez por conta própria. Mas isso, de certa forma, é ilusório. Ainda que seja verdade o fato de a entrada refletir dedicação e empenho, não se pode dizer que foi somente resultado da própria ação. E o que dizer a respeito de pai, mãe e professores que ajudaram ao longo do caminho? E a sorte de viver em uma sociedade que cultiva e recompensa os talentos que eles por acaso têm?
As pessoas que, por meio de um pouco de esforço e talento, prevalecem em uma meritocracia ficam endividadas de uma forma que a competição ofusca. À medida que a meritocracia se intensifica, o esforço nos absorve tanto que o fato de estarmos endividados sai de vista. Dessa maneira, até mesmo uma meritocracia justa, uma em que não haja trapaça, ou suborno, ou privilégios especiais para os ricos, induz a uma impressão equivocada: de que chegamos lá por conta própria. Os anos de árduo esforço exigidos de candidatos a universidades de elite praticamente os obriga a acreditar que o sucesso deles é resultado das próprias ações, e, se fracassarem, não terão a quem culpar, a não ser a si mesmos.
Esse é um fardo pesado para pessoas jovens carregarem. Além disso, corrói sensibilidades cívicas. Porque quanto mais pensarmos em nós como pessoas que vencem pelo próprio esforço e que são autossuficientes, mais difícil será aprender a ter gratidão e humildade. E sem esses sentimentos é difícil se importar com o bem comum.
O ingresso em universidades não é a única ocasião para discussões sobre mérito. Na política contemporânea, há uma abundância de debates acerca de quem merece o quê. Na superfície, esses debates são sobre o que é justo — todo mundo tem oportunidades verdadeiramente iguais para competir por bens desejáveis e posições sociais? No entanto, nossas discordâncias a propósito do mérito não são apenas em relação a ser justo mas também quanto a como definimos sucesso e fracasso, vencer e perder, e o comportamento que vencedores devem direcionar àqueles menos bem-sucedidos do que eles. Essas são questões bastante pesadas e que tentamos evitar, até o momento em que elas se lançam sobre nós. Precisamos perguntar se a solução para nossa política conflituosa é viver mais fielmente pelo princípio do mérito ou buscar um bem comum além da classificação e da luta.
* meritocracia: sistema de recompensa e/ou promoção fundamentado no mérito pessoal
(Michael J. Sandel. A tirania do mérito: o que aconteceu com o bem comum? Trad. Bhuvi Libanio. – 4ª ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2021. Excerto adaptado)
Assinale a alternativa em que a frase redigida a partir do texto – Os jovens carregam um fardo demasiadamente pesado na busca do mérito. – está corretamente alterada para a voz passiva.
Alternativa C.
A construção da voz passiva analítica exige que: o objeto direto da voz ativa vire sujeito na voz passiva (um fardo); o verbo principal vá para a voz passiva, respeitando a concordância com o sujeito (é carregado); e o agente da ação (os jovens) passe a ser agente da passiva (pelos jovens).
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Questão 12
(FCC, 2022)
Todos já ouvimos falar de crianças hiperativas, que não conseguem ficar paradas; ou daquelas que sonham acordadas e se distraem ao menor dos estímulos. Da mesma forma, é comum ouvirmos histórias de adultos impacientes, que comumente iniciam projetos e os abandonam no meio do caminho. Apresentam altos e baixos, são impulsivos, esquecem compromissos, falam o que lhes dá na telha. Comportamentos como esses são característicos do transtorno do déficit de atenção/hiperatividade (TDAH), classificado pela Associação de Psiquiatria Americana (APA).
Quando se pensa em TDAH, logo vêm à mente imagens de um cérebro em estado de caos. Diante dessa visão restrita, pode-se ter a ideia errônea de que pessoas com TDAH estariam fadadas ao fracasso; mas, ao contrário disso, grande parte delas atuam nas mais diversas áreas profissionais de forma brilhante.
Muitas teorias têm sido elaboradas para elucidar a origem do sucesso obtido por personalidades com comportamento TDAH nos mais diversos setores do conhecimento. Porém, a ciência não tem uma explicação exata para esse fato; até porque o funcionamento cerebral humano não segue nenhuma lógica aritmética previsível. Ideias, sensações e emoções não podem ser quantificadas; são características humanas imensuráveis. Nesse território empírico, uma coisa é certa: o funcionamento cerebral TDAH favorece o exercício da mais transcendente atividade humana: a criatividade.
Se entendermos criatividade como a capacidade de ver os mais diversos aspectos da vida através de um novo prisma e então dar forma a novas ideias, notaremos que a mente TDAH, em meio à confusão resultante do intenso bombardeio de pensamentos, é capaz de entender o mundo sob ângulos habitualmente não explorados.
A hiper-reatividade é responsável pela capacidade da mente TDAH de não parar nunca. Trata-se de uma hipersensibilidade que essa mente possui de se ligar a tudo ao mesmo tempo. Uma vez que está sempre reagindo a si mesma, essa mente pensa e repensa o tempo todo. Esse estado de inquietação mental permanente mantém toda uma rede de pensamentos e imagens em atividade intensa, proporcionando, assim, o terreno ideal para o exercício da criatividade.
(Adaptado de: SILVA, Ana Beatriz Barbosa. Mentes Inquietas: TDAH − desatenção, hiperatividade e impulsividade. São Paulo: Globo, 2014, edição digital)
Esse estado de inquietação mental permanente mantém toda uma rede de pensamentos e imagens em atividade intensa (último parágrafo).
Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a forma verbal resultante será:
Alternativa E.
Para transpor a frase para a voz passiva, é necessário transformar o objeto direto em sujeito (toda uma rede de pensamentos e imagens). Assim, é preciso que o verbo, transformado em locução verbal para a voz passiva, concorde em gênero e número com o sujeito: “Toda uma rede [...] é mantida […]”.