Exercícios sobre Paralelismo
Teste os seus conhecimentos: Faça exercícios sobre Paralelismo e veja a resolução comentada.
Publicado por: Vânia Maria do Nascimento DuarteQuestões
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Questão 1
Considerando que a materialização de um texto se dá mediante o encadeamento lógico de ideias justapostas e ordenadas entre si, comente acerca das relações paralelísticas necessárias ao discurso.
Reiterando a necessidade de o texto ser constituído de tais aspectos, afirmamos que as construções paralelísticas se caracterizam pelas relações de semelhança entre palavras e expressões contidas no discurso, quer no âmbito da morfologia e da sintaxe, quer no âmbito da semântica.
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Questão 2
(FUVEST-SP)
“Amantes dos antigos bolachões penam não só para encontrar os discos, que ficam a cada dia mais raros. A dificuldade aparece também na hora de trocar a agulha, ou de levar o toca-discos para o conserto”.
(Jornal da Tarde, 22/10/1998)
a) Tendo em vista que no texto acima falta paralelismo sintático, reescreva-o em um só período, mantendo o mesmo sentido e fazendo as alterações necessárias para que o paralelismo se estabeleça.
b) Justifique as alterações necessárias.a- “Amantes dos antigos bolachões penam não só para encontrar os discos, que ficam a cada dia mais raros, mas também pela dificuldade que aparece também na hora de trocar a agulha, ou de levar o toca-discos para o conserto”.
b- O emprego da conjunção coordenativa aditiva “mas também” justifica-se pelo fato de ela, além de expressar a noção de adição entre os elementos, conferir destaque para alguns dos elementos, manifestados pela dificuldade, tanto para encontrar agulha, quanto para levar o toca-discos para o conserto.
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Questão 3
Atendo-se tanto às duas construções artísticas machadianas, quanto ao enunciado que se evidencia a seguir, elabore um comentário acerca da ausência de paralelismo evidenciada em tais exemplos.
a- “Marcela amou-me durante quinze dias e onze contos de réis, nada menos”. (Machado de Assis)
b- [...] encontrei um rapaz [...], que eu conheço de vista e de chapéu. (Machado de Assis)
c- Gosto de frutas e de livros.No que se refere às construções machadianas, constatamos que a quebra do paralelismo semântico foi manifestada de forma intencional. Tal propósito se deve aos recursos utilizados pela linguagem literária, no intuito de conferir mais ênfase à mensagem. Dessa forma, temos que no segundo exemplo, o autor conseguiu obter um significativo efeito de estilo, bem como no primeiro, no qual se depreende que o recurso irônico, representando uma de suas marcas, foi utilizado para enfatizar o interesse financeiro de Marcela.
Partindo de tais pressupostos, cumpre dizer que mesmo em se tratando de um “desvio”, no caso da linguagem artística esse não é considerado como tal, em virtude do que chamamos de licença poética.
Quanto ao terceiro exemplo, infere-se que a quebra também se deu no âmbito semântico – uma vez detectada pela quebra de expectativa por parte do leitor ao fazer a junção entre dois elementos de naturezas distintas: livros e frutas.
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Questão 4
Analise os enunciados em questão e, se necessário for, reescreva-os de modo a estabelecer o paralelismo:
a- Se todos colaborassem, tudo ocorreria como o previsto.
b- Não resido próximo ao colégio, mas sim próximo ao ginásio de esportes.
c- Se estivesse mesmo com saudades, não estaria demorando tanto para chegar.
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Questão 5
(FUVEST– SP)
“A marquesa de Alegros ficara viúva aos quarenta e três anos, e passava a maior parte do ano retirada na sua Quinta de Carcavelos. [...] As suas duas filhas, educadas no receio do Céu e nas preocupações da Moda, eram beatas e faziam o chique, falando com igual fervor da humildade cristã e do último figurino de Bruxelas. Um jornalista de então dissera delas:
- Pensam todos os dias na toalete com que hão de entrar no Paraíso.”
(Eça de Queirós, O Crime do Padre Amaro)Paralelismo sintático e oposição semântica são recursos usados na caracterização das filhas da marquesa de Alegros.
a- [...] As suas duas filhas, educadas no receio do Céu e nas preocupações da Moda[...]
b- Constata-se que a quebra do paralelismo semântico – este manifestado pela presença de um dos pecados capitais, no caso a luxúria – não estabelece relação alguma com os preceitos divinais. Mediante tal ocorrência, o que se pode constatar, sobretudo pelo fato de se tratar de uma linguagem literária, é que o recurso utilizado atribui-se à intenção proposital do autor em pautar-se por um discurso irônico.