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Enem: lista de exercícios sobre o mundo antigo

Exercícios de História

Com esta lista de exercícios sobre o mundo antigo, você poderá testar seus conhecimentos sobre o período histórico iniciado por volta de 3500 a.C. Publicado por: Nathália Freitas
questão 1

(Enem 2019)

A soberania dos cidadãos dotados de plenos direitos era imprescindível para a existência da cidade-estado. Segundo os regimes políticos, a proporção desses cidadãos em relação à população total dos homens livres podia variar muito, sendo bastante pequena nas aristocracias e oligarquias e maior nas democracias.

CARDOSO, C. F. A cidade-estado clássica. São Paulo: Ática, 1985.

Nas cidades-estado da Antiguidade Clássica, a proporção de cidadãos descrita no texto é explicada pela adoção do seguinte critério para a participação política:

a) Controle da terra.

b) Liberdade de culto.

c) Igualdade de gênero.

d) Exclusão dos militares.

e) Exigência da alfabetização.

questão 2

(Enem 2020)

Com efeito, até a destruição de Cartago, o povo e o Senado romano governavam a República em harmonia e sem paixão, e não havia entre os cidadãos luta por glória ou dominação; o medo do inimigo mantinha a cidade no cumprimento do dever. Mas, assim que o medo desapareceu dos espíritos, introduziram-se os males pelos quais a prosperidade tem predileção, isto é, a libertinagem e o orgulho.

SALÚSTIO. A conjuração da Catilina/A guerra de Jugurta. Petrópolis: Vozes. 1990 (adaptado).

O acontecimento histórico mencionado no texto de Salústio, datado de I a.C., manteve correspondência com o processo de

a) demarcação de terras públicas.

b) imposição da escravidão por dívidas.

c) restrição da cidadania por parentesco.

d) restauração de instituições ancestrais.

e) expansão das fronteiras extrapeninsulares.

questão 3

(Enem 2020)

Na Grécia, o conceito de povo abrange tão somente aqueles indivíduos considerados cidadãos. Assim é possível perceber que o conceito de povo era muito restritivo. Mesmo tendo isso em conta, a forma democrática vivenciada e experimentada pelos gregos atenienses nos séculos IV e V a.C. pode ser caracterizada, fundamentalmente, como direta.

MANDUCO, A Ciência Política. São Paulo: Saraiva. 2011.

Naquele contexto, a emergência do sistema de governo mencionado no excerto promoveu o(a)

a) competição para a escolha de representantes.

b) campanha pela revitalização das oligarquias.

c) estabelecimento de mandatos temporários.

d) declínio da sociedade civil organizada.

e) participação no exercício do poder.

questão 4

(Enem 2021)

Ao abrigo do teto, sua jornada de fé começava na sala de jantar. Na pequena célula cristã, dividia-se a refeição e durante elas os crentes conversavam, rezavam e liam cartas de correligionários residentes em locais diferentes do Império Romano (século II da Era Cristã). Esse ambiente garantia peculiar apoio emocional às experiências intensamente individuais que abrigava.

SENNET. R, Carne e pedra. Rio de Janeiro; Record, 2008.

Um motivo que explica a ambientação da prática descrita no texto encontra-se no(a)

a) regra judaica, que pregava a superioridade espiritual dos cultos das sinagogas.

b) moralismo da legislação, que dificultava as reuniões abertas da juventude livre.

c) adesão do patriciado, que subvertia o conceito original dos valores estrangeiros.

d) decisão politica, que censurava as manifestações públicas da doutrina dissidente.

e) violência senhorial, que impunha a desestruturação forçada das famílias escravas.

questão 5

(Enem 2019)

Quando se trata de competência nas construções e nas artes, os atenienses acreditam que poucos sejam capazes de dar conselhos. Quando, ao contrário, se trata de uma deliberação política, toleram que qualquer um fale, de outro modo não existiria a cidade.

BOBBIO, N. Teoria geral da política. Rio de Janeiro: Elsevier, 2000 (adaptado).

De acordo com o texto, a atuação política dos cidadãos atenienses na Antiguidade Clássica tinha como característica fundamental o(a)

a) dedicação altruísta em ações coletivas.

b) participação direta em fóruns decisórios.

c) ativismo humanista em debates públicos.

d) discurso formalista em espaços acadêmicos.

e) representação igualitária em instâncias parlamentares.

questão 6

(Etec 2019) Considere o texto e a imagem de satélite.

Um desenho de 4200 anos, inscrito num túmulo, mostra a variedade de peixes que um dia habitaram o rio Nilo. Contudo, os pescadores que atualmente vivem na região do grande delta do Nilo retratam um panorama diferente: quase metade dos peixes mostrados nos desenhos antigos não existe mais. Entre as razões para este fenômeno, estão a construção da represa de Assuã no sul do Egito na década de 1960, que afetou os ciclos do Nilo, e a erosão na região do delta, que permitiu o avanço do mar rio adentro, matando peixes de água doce.

<https://tinyurl.com/yanwnb8m>
Acesso em: 08.02.2019. Adaptado.

Imagem de satélite do Rio Nilo

<https://tinyurl.com/yxz5aae8>.
Acesso em: 10.02.2019. Original colorido.

O mar que está avançando Nilo adentro é o

a) Vermelho, a partir do qual, na Antiguidade, os hebreus migraram para o Sinai.

b) Morto, que conectava o Antigo Egito às rotas comerciais da Pérsia.

c) Mesopotâmico, que foi fundamental para a civilização Assíria.

d) Mediterrâneo, em cujas margens se constituiu o Império Romano.

e) Arábico, através do qual o Antigo Egito dominou os povos do Oriente Médio.

questão 7

(Unitau 2016)

 Registro do Livro dos Mortos (cultura egípcia)

Disponível em http://www.gks.uk.com/images/Book_of_dead.jpg
Acesso em 25/08/2015.

Em relação à cultura egípcia, é possível afirmar que:

a) os egípcios acreditavam na vida pós-morte. Sua religião era politeísta e antropozoomórfica — a presença, na imagem, das divindades Anubis e Thot é exemplo disso. Seus rituais produziram muitos registros iconográficos e escritos, tal como a imagem acima, em que está representado um julgamento.

b) os egípcios eram um povo de religião politeísta. Como acreditavam na vida após a morte, investiam dinheiro para produzir registros como o da imagem acima, a fim de mostrar sua proximidade com os deuses, de maneira a convencer a todos de sua passagem para o reino dos céus. A imagem reproduz um dos rituais de culto aos deuses, teatralizado em cerimônias funerárias.

c) os egípcios eram comerciantes e conquistaram seu apogeu com a comercialização de sua produção agrícola, conforme mostra a imagem. A balança representada no registro iconográfico refere-se às trocas comerciais, e a fartura era associada à proximidade desses comerciantes com os deuses.

d) para os egípcios, a religião era fundamental. Professavam a religião politeísta e antropozoomórfica, centrada na crença de que todos eram filhos dos deuses, portanto, todos eram iguais na vida terrena. Por esse motivo, a balança presente na imagem representa esse equilíbrio social.

e) a imagem, retirada do Livro dos Mortos, refere-se aos rituais de proteção contra os demônios, representados como seres antropozoomórficos, amplamente presentes na religião monoteísta e exibidos na ilustração. Os egípcios acreditavam que esses seres apareciam durante o julgamento realizado após a morte.

questão 8

(Fuvest 2020)

Ao primeiro brilho da alvorada chegou do horizonte uma nuvem negra, que era conduzida [pelo] senhor da tempestade [...]. Surgiram então os deuses do abismo; Nergal destruiu as barragens que represavam as águas do inferno; Ninurta, o deus da guerra, pôs abaixo os diques [...]. Por seis dias e seis noites os ventos sopraram; enxurradas, inundações e torrentes assolaram o mundo; a tempestade e o dilúvio explodiam em fúria como dois exércitos em guerra. Na alvorada do sétimo dia o temporal [...] amainou [...] o dilúvio serenou [...] toda a humanidade havia virado argila [...]. Na montanha de Nisir o barco ficou preso [...]. Na alvorada do sétimo dia eu soltei uma pomba e deixei que se fosse. Ela voou para longe, mas, não encontrando um lugar para pousar, retornou. Então soltei um corvo. A ave viu que as águas haviam abaixado; ela comeu, [...] grasnou e não mais voltou para o barco. Eu então abri todas as portas e janelas, expondo a nave aos quatro ventos. Preparei um sacrifício e derramei vinho sobre o topo da montanha em oferenda aos deuses [...].

A Epopeia de Gilgamesh, São Paulo: Martins Fontes, 2001.

Com base no texto, registrado aproximadamente no século VII a.C. e que se refere a um antigo mito da Mesopotâmia, bem como em seus conhecimentos, é possível dizer que a sociedade descrita era

a) mercantil, pacífica, politeísta e centralizada.

b) agrária, militarizada, monoteísta e democrática.

c) manufatureira, naval, monoteísta e federalizada.

d) mercantil, guerreira, monoteísta e federalizada.

e) agrária, guerreira, politeísta e centralizada.

questão 9

(Uece 2018) O código de Hamurabi é o mais famoso e orgânico código de leis existente, cujo significado não é o de uma medida legislativa, visto conter dúvidas a respeito da aplicação concreta de suas disposições nos veredictos judiciais. No que diz respeito a esse código, é correto afirmar que

a) buscava demonstrar quão bem organizado e bem governado seria o reino sob o comando do monarca.

b) precedia os vereditos judiciais, buscando promulgar novas disposições.

c) tornava o rei dependente da tradição inaugurada por Ur-Nammu, fundador da terceira dinastia de Ur.

d) considerava a possibilidade de uma medida legislativa ser um instrumento de debilidade da realeza.

e) respeitava a vida das mulheres, que eram tratadas de forma igualitária nas disposições do código.

questão 10

(Unesp 2016)

129. Se a esposa de alguém for surpreendida em flagrante com outro homem, ambos devem ser amarrados e jogados dentro d’água, mas o marido pode perdoar a sua esposa, assim como o rei perdoa a seus escravos. [...]

133. Se um homem for tomado como prisioneiro de guerra e houver sustento em sua casa, mas mesmo assim sua esposa deixar a casa por outra, esta mulher deverá ser judicialmente condenada e atirada na água. [...]

135. Se um homem for feito prisioneiro de guerra e não houver quem sustente sua esposa, ela deverá ir para outra casa e criar seus filhos. Se mais tarde o marido retornar e voltar à casa, então a esposa deverá retornar ao marido, assim como as crianças devem seguir seu pai. [...]

138. Se um homem quiser se separar de sua esposa que lhe deu filhos, ele deve dar a ela a quantia do preço que pagou por ela e o dote que ela trouxe da casa de seu pai e deixá-la partir.

(www.direitoshumanos.usp.br)

Esses quatro preceitos, selecionados do Código de Hamurabi (cerca de 1780 a.C.), indicam uma sociedade caracterizada

a) pelo respeito ao poder real e pela solidariedade entre os povos.

b) pela defesa da honra e da família numa perspectiva patriarcal.

c) pela isonomia entre os sexos e pela defesa da paz.

d) pela liberdade de natureza numa perspectiva iluminista.

e) pelo antropocentrismo e pela valorização da fertilidade feminina.

questão 11

(Fac. Santo Agostinho-BA 2020) No filme, O Gladiador, de Ridley Scott, a trama se desenrola durante o período de apogeu do Império Romano. É neste cenário que uma das personagens, um senador romano, a certa altura afirma: “Roma não é a mármore fria do Senado, Roma é a areia quente do Coliseu.” A afirmativa da personagem do filme refere-se ao

a) poderio dos gladiadores, que tinham uma força de decisão considerável nas ações políticas de Roma.

b) controle das massas desocupadas de Roma, através de grandes eventos que distraíam a plebe.

c) elo entre a política senatorial e aos espetáculos enaltecedores do Império Romano.

d) confronto entre os senadores do poder Legislativo e o imperador do poder Executivo.

e) desprezo pelas tradições militares e expansionistas do Império Romano.

questão 12

(UFPR 2020)

Para assegurar a ordem entre os conquistados, os romanos tinham que manter postos avançados e acampamentos militares espalhados pelo território imperial. Era preciso alimentar e armar os soldados onde estivessem.

(FUNARI, Pedro P. A. Grécia e Roma.
São Paulo: Editora Contexto, 2001, p. 91.)

Sobre o exército romano, no período imperial, é correto afirmar:

a) Foi decisivo nas conquistas territoriais durante o período republicano, perdendo seu prestígio durante o período imperial.

b) Permaneceu distante das atividades de manutenção das fronteiras dos territórios.

c) Deixou de exercer sua influência no governo após as reformas de Augusto.

d) Desempenhou diferentes papéis administrativos e econômicos na manutenção do poder imperial.

e) Era limitado em tamanho, o que refletiu em um papel político secundário.

questão 13

(Fac. Santo Agostinho-BA 2020)

“A mitologia grega teve papel fundamental na transmissão de valores que soam familiares a nós ainda hoje. Das noções de ciúme e de inveja, da soberba ao heroísmo, somos herdeiros de determinado jeito de pensar que nasceu na Grécia Antiga.”

Favorecem a identificação entre as sociedades contemporâneas e as características dos deuses gregos:

a) o politeísmo antropozoomórfico entre as divindades gregas.

b) os sentimentos humanos entre as divindades gregas.

c) a imortalidade e o poder sobrenatural dos deuses gregos.

d) as mensagens de bondade dos deuses gregos.

e) o monoteísmo caracterizado da figura de Zeus.

questão 14

(Uncisal 2020)

Enquanto permitia a escravidão e a desigualdade da mulher, a Atenas clássica praticava a democracia executora de poder de forma ainda mais enfática que a modernidade. Inversamente, existem Estados que proíbem a escravidão, dão igualdade de direitos às mulheres e reconhecem os direitos de liberdade, mas não são organizados democraticamente.

HÖFFE, Otfried. A democracia no mundo hoje.
São Paulo: Martins Fontes, 2005, p. 135 (adaptado).

A partir das informações do texto precedente, é correto inferir a existência de

a) democracia ampla na Atenas clássica.

b) cidadania ampla em Estados contemporâneos.

c) cidadania restrita na Atenas clássica e em Estados contemporâneos.

d) democracia restrita na Atenas clássica e em Estados contemporâneos.

e) cidadania restrita na Atenas clássica e democracia restrita em Estados contemporâneos.

questão 15

(Famerp 2019)

Enquanto nas cidades o poder ficou nas mãos dos bispos, nos campos, concentrou-se nas dos grandes proprietários. O governo romano perdeu força: já não era capaz de cobrar os impostos de maneira eficiente, nem mesmo de pagar os exércitos. Em 476, o último imperador romano foi deposto. Era o fim do Império Romano e do mundo antigo e o início de uma nova era, a Idade Média.

Carlos Augusto Ribeiro Machado. Roma e seu império, 2004. Adaptado.

A queda do Império Romano do Ocidente foi provocada, entre outros fatores,

a) pela fragilização do poder central, que gradualmente perdeu o controle das províncias que compunham o Império.

b) pelo declínio econômico das colônias asiáticas, que deixaram de fornecer matérias-primas à capital do Império.

c) pela hegemonia econômico-financeira da Igreja, que passou a combater militarmente os imperadores pagãos.

d) pelo desenvolvimento militar dos impérios macedônio e persa, que se tornaram rivais de Roma e a derrotaram.

e) pelas invasões dos bárbaros, que saquearam o Império Romano e, assim, facilitaram sua conquista pelos hunos.

questão 16

(PUCCamp-SP 2020)

As cidades comerciais europeias eram o lugar da riqueza acumulada na primeira fase do capitalismo. Já se constituíam espaços de concentração de capitais disponíveis acumulados com o mercantilismo, eram o espaço do poder econômico e político (lugar de moradia dos capitalistas e sede dos Estados modernos), e nelas também se concentrava uma grande reserva de força de trabalho. Além disso, o capitalismo comercial ajudou a criar nas cidades uma infraestrutura muito importante para o desenvolvimento industrial. Houve um grande avanço técnico e científico, formou-se uma rede bancária e um mercado urbano, pois na medida em que, afastados de suas condições de produção no campo e impedidos de continuar a realizar sua produção artesanal, os trabalhadores tornaram-se consumidores dos elementos necessários à sua sobrevivência.

As cidades comerciais já eram, de fato, o “bom” lugar para o desenvolvimento industrial. E assim se deu. Lefèbvre afirma que, rapidamente, as indústrias aproximaram-se destas cidades, transformaram o seu caráter, adaptando-se às novas necessidades. Esse movimento de absorção foi se dando à medida que essas cidades encontravam-se em territórios/países que estavam se industrializando, o que é possível ser observado até os nossos dias. De fato, a indústria apropriou-se até mesmo dos símbolos urbanos pré-industriais, como Atenas e Veneza, criando espaços dicotômicos: a Atenas antiga em acrópole e a Atenas moderna — industrial — junto ao porto; a Veneza, símbolo do renascimento urbano mercantil e a Veneza continental — área de concentração de suas indústrias atualmente.

SPOSITO, Maria Encarnação B. Capitalismo e urbanização. São Paulo: Contexto, 1988. p. 51

Na Grécia Antiga, a acrópole, existente em Atenas, era

a) exclusiva à mais poderosa cidade da Grécia, devido ao seu desenvolvimento peculiar baseado na democracia e em instituições que concentravam funções políticas e religiosas integradas a esse regime e propositalmente instaladas fora do perímetro urbano.

b) estratégica, uma vez que sua construção em lugares altos, também encontrada em outras cidades, como Esparta, facilitava a defesa dos edifícios de grande importância política, simbólica e religiosa ali construídos.

c) projetada em várias cidades-Estados mediante uma solução arquitetônica que favorecia a concentração e o isolamento, distante do centro, de importantes edifícios aos quais a população comum não tinha acesso e que cumpriam a função de armazenar a riqueza local.

d) sagrada, na medida em que simbolizava o Olimpo e abrigava o Partenon, templo dedicado à deusa Atena e que era uma edificação obrigatória em todas as cidades da Grécia antiga, posteriormente copiada e adaptada ao culto de Minerva, nas cidades do Império Romano.

e) monumental, uma vez que abrigava o centro político, cultural e religioso de Atenas, a maior cidade da Grécia antiga, e que recebia peregrinações, festividades como as Olimpíadas e concorridos espetáculos dramatúrgicos em seus grandes teatros de arena.

questão 17

(Fac. Santo Agostinho-BA 2020) Leia o texto abaixo: “Aristóteles: história e poesia”

A característica do poeta não é relatar o passado real, mas antes o passado possível, levando em conta as possibilidades dos acontecimentos segundo as semelhanças e a necessidade dos encadeamentos. O historiador e o poeta, com efeito, não diferem pelo fato de um narrar em verso e outro em prosa. A verdadeira distinção é a seguinte: um narra o que aconteceu, o outro aquilo que poderia ter acontecido.

De acordo com Aristóteles:

a) história e poesia não se diferem, servindo ambas, na forma de prosa ou de verso, como veículos de resgate do passado.

b) o que aconteceu e o que poderia ter acontecido pode ser escrito em prosa ou verso, alterando a finalidade do texto.

c) a Ilíada, contada em versos pelo poeta Homero, seria o relato do passado, por isso repleto de símbolos e metáforas.

d) Tucídides, autor de Guerra do Peloponeso, narrativa em prosa daquele conflito, era um poeta e não um historiador.

e) a história da Grécia é superior em relação à história de outras civilizações.

questão 18

(UFTM MG/2012) Em janeiro de 2011, os jornais noticiaram que os protestos contra o governo do Egito poderiam ter um efeito colateral muito sério: a destruição ou dano de várias relíquias, obras e sítios arqueológicos da antiga civilização egípcia. De acordo com as agências de notícias, houve várias tentativas de saquear o museu do Cairo. Numa delas, indivíduos quebraram pouco mais de uma dezena de estátuas e decapitaram duas múmias, recentemente identificadas como avós do faraó Tutankhamon. Alguns saqueadores pareciam procurar apenas por ouro.

Sarcófago do Faraó Tutankhamon

Sobre o material arqueológico proveniente do Antigo Egito, é correto afirmar que

a) sua destruição afetaria a economia do Egito, mas não traria consequências sérias para a ciência e para a história, que já estudaram esse material.

b) grande parte dele foi destruído pelos próprios egípcios ainda na Antiguidade, como estratégia para proteger os segredos de sua cultura dos invasores.

c) foi uma das causas dos protestos contra o governo, que pagou grandes somas para reaver objetos em poder de países europeus.

d) permitiu compreender a importância dos rituais fúnebres, como atestam os sarcófagos do Vale dos Reis.

e) tem grande valor artístico e confirmou o que já se sabia dos antigos egípcios por meio de documentos escritos.

questão 19

(IFGO 2012) Leia o texto:

Assim, podemos supor que a busca do controle do rio pelo homem foi a realização fundamental da civilização egípcia, pois possibilitou seu florescimento — foi provavelmente estimulada, no princípio, não pelo desejo de fazer melhor uso das cheias para a agricultura, mas, especialmente, pela necessidade de evitar os danos provocados pelas inundações. [...] foi sem dúvida em função dessa ameaça que os habitantes do vale aprenderam a construir diques e barragens para proteger suas povoações, e a cavar canais para drenar seus campos.

MOKHTAR, Gamal. História Geral da África. África Antiga. 2 ed.
Brasília: Unesco, 2010. p. XLV.

Segundo o texto, que trata da civilização egípcia em sua interação com o rio Nilo, não é possível afirmar que:

a) foi uma civilização que conheceu os limites ecológicos impostos pelo rio Nilo.

b) a civilização egípcia vivia exclusivamente da agricultura.

c) o homem da civilização egípcia dominava tecnologias que lhe permitia controlar as cheias do rio Nilo.

d) existe uma relação entre o controle do ciclo do rio Nilo e o desenvolvimento da civilização egípcia.

e) os egípcios buscaram usar as fases de cheia e baixa do rio a seu favor.

respostas
Questão 1

Letra A

Nas oligarquias e aristocracias, só votavam os cidadãos proprietários, ou seja, o controle da terra era um elemento para a participação política. Já na democracia, a participação política era ligada à ideia de cidadania. Em Atenas, por exemplo, votavam todos os homens adultos, filhos de pais e mães atenienses.

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Questão 2

Letra E

O contexto descrito pelo autor representa o conflito entre a república romana e Cartago durante as Guerras Púnicas. Esse conflito marcou um período de expansão das fronteiras extrapeninsulares.

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Questão 3

Letra E

A democracia ateniense foi considerada uma democracia direta, uma vez que aqueles considerados cidadãos participavam das deliberações referentes à pólis. Portanto, a participação direta era uma das principais características dessa democracia.

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Questão 4

Letra D

O fim da perseguição aos cristãos na Roma Antiga ocorreu no século IV d.C. Como o texto de referência destaca, o encontro com cristãos foi realizado no século II d.C. Os seguidores do cristianismo se encontravam em lugares fechados e secretos para praticarem seus ritos. Portanto, essa ambientação pode ser compreendida como uma consequência de decisões políticas do período, já que havia perseguição a essa vertente religiosa.

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Questão 5

Letra B

A democracia escravista ateniense era exercida de maneira direta por seus cidadãos. Apesar de restrições ao direito à cidadania, aqueles considerados cidadãos deliberavam de maneira direta, na Ágora, sobre os rumos da cidade-Estado.

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Questão 6

Letra D

Era por meio do Mar Mediterrâneo que os romanos realizavam uma parte considerável de suas trocas comerciais, transportavam os seus exércitos e estabeleciam a ligação entre as diversas partes do Império (que chegou a se estender por três continentes) com a administração central em Roma.

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Questão 7

Letra A

Para os antigos egípcios, a morte consistia em um processo em que a alma se desprendia do corpo. Com isso, acreditava-se que a morte seria um estágio de mudança para outra existência.

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Questão 8

Letra E

Agricultura, guerras, politeísmo e centralização social eram características importantes da Mesopotâmia.

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Questão 9

Letra A

O Código de Hamurabi foi um dos primeiros conjuntos de leis escritas de que se tem conhecimento, oriundo da Mesopotâmia, escrito pelo rei Hamurabi, aproximadamente, em 1750 a.C. Hamurabi foi rei dos babilônicos no século XVIII a.C. Ele fundou o I Império Babilônico ao expandir o domínio da Babilônia por quase todo o território da Mesopotâmia.

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Questão 10

Letra B

O Código de Hamurabi se baseava na lei de talião, também conhecida pela expressão “olho por olho, dente por dente”. Esse código determinava que a punição seria proporcional ao crime cometido. Assim, esperava-se a redução das práticas criminosas. As sentenças escritas estavam relacionadas ao casamento, à escravidão, ao trabalho e a acordos comerciais. Para cada classe social, o Código de Hamurabi determinava um tipo de punição.

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Questão 11

Letra B

O “pão e circo” não eliminava o descontentamento dos pobres, apenas o diminuía. Ou seja, a plebe exigia melhorias, mesmo com a política de pão e circo.

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Questão 12

Letra D

A história do exército romano é marcada por conquistas territoriais, bem como por suas lideranças políticas e ações administrativas.

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Questão 13

Letra B

Os deuses gregos, cultuados pelos antigos habitantes da Grécia, eram representados sob forma humana e simbolizavam os anseios e temores dos seres humanos.

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Questão 14

Letra E

A democracia grega era para cidadãos livres maiores de 18 anos e nascidos em Atenas. As mulheres, estrangeiros (metecos) e escravos estavam excluídos. A democracia ateniense não era para todos os cidadãos, sendo, portanto, limitada e excludente.

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Questão 15

Letra A

A queda do Império Romano, ocorrida em 476 d.C., ocorreu quando o último imperador romano, Rômulo Augusto, foi destituído por Odoacro, rei do povo germânico hérulo.

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Questão 16

Letra B

Acrópole é a parte do Estado construída nas partes mais altas do relevo da região.

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Questão 17

Letra C

A Ilíada é um dos dois principais poemas épicos da Grécia Antiga, de autoria atribuída ao poeta Homero, que narra os acontecimentos decorridos na Guerra de Troia.

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Questão 18

Letra D

Para os antigos egípcios, a morte consistia em um processo em que a alma se desprendia do corpo. Com isso, acreditava-se que a morte seria um estágio de mudança para outra existência.

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Questão 19

Letra B

“O Egito é a dádiva do Nilo”, como já dizia o grego Heródoto, geógrafo. Para a civilização egípcia, o papel do rio foi muito importante para as práticas agrícolas.

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