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Exercícios sobre o Parnasianismo no Brasil

Exercícios de Literatura

O Parnasianismo representou uma estética literária demarcada pelo slogan da “arte pela arte”, justamente pelo fato de o poeta se manter imparcial ao que escreve. Publicado por: Vânia Maria do Nascimento Duarte
questão 1

(Uneb – BA)

São características parnasianas:

a – perfeição formal, preciosismo linguístico, objetivismo e desprezo pela arte útil.

b – preocupação excessiva com a forma, análise determinista do homem, subjetivismo e universalismo.

c – desprezo pela forma requintada, preocupação político-social, objetivismo e individualismo.

d – forma requintada, “arte-sugestão”, subjetivismo exacerbado e análise psicológica do homem.

e – impassibilidade (distanciamento das emoções), “poesia científica”, pessoalidade e tematização da natureza.

questão 2

(FEI-SP)

Leia com atenção:

 “O objetivo da “arte pela arte” é o Belo, a criação da beleza pelo uso perfeito dos recursos artísticos; nesse sentido, levaram ao exagero o culto do ritmo, da rima e do vocabulário”;

“A partir de 1883, este movimento se define na Literatura Brasileira, sobretudo com os versos de Alberto de Oliveira, Raimundo Correia e Olavo Bilac”.

Assinale a alternativa que indica o movimento de que tratam os fragmentos acima:

a – Modernismo
b – Parnasianismo
c – Concretismo
d – Simbolismo
e – Naturalismo

questão 3

Tendo em vista as características que nortearam a estética parnasianista, leia atentamente o poema que segue e depois o analise, procurando evidenciar tais pressupostos por meio de exemplos extraídos do próprio poema:

Vaso Chinês

Estranho mimo aquele vaso! Vi-o,
Casualmente, uma vez, de um perfumado
Contador sobre o mármor luzidio,
Entre um leque e o começo de um bordado.

Fino artista chinês, enamorado,
Nele pusera o coração doentio
Em rubras flores de um sutil lavrado,
Na tinta ardente, de um calor sombrio.

Mas, talvez por contraste à desventura,
Quem o sabe?... de um velho mandarim
Também lá estava a singular figura.

Que arte em pintá-la! A gente acaso vendo-a,
Sentia um não sei quê com aquele chim
De olhos cortados à feição de amêndoa.

Alberto de Oliveira

questão 4

A cavalgada” é uma criação artística de Raimundo Correia – representante parnasiano. Eis então que abaixo se encontra demarcado o poema em questão, cuja intenção é fazer com que você o analise, destacando, pois, as impressões voltadas para as características parnasianistas:

A Cavalgada

A lua banha a solitária estrada...
Silêncio!... Mas além, confuso e brando,
O som longínquo vem-se aproximando
Do galopar de estranha cavalgada.

São fidalgos que voltam da caçada;
Vêm alegres, vêm rindo, vêm cantando.
E as trompas a soar vão agitando
O remanso da noite embalsamada...

E o bosque estala, move-se, estremece...
Da cavalgada o estrépito que aumenta
Perde-se após no centro da montanha...

E o silêncio outra vez soturno desce...
E límpida, sem mácula, alvacenta
A lua a estrada solitária banha...

respostas
Questão 1

Atesta-se como verdadeira a alternativa demarcada pela letra “A”, haja vista que as características nela ressaltadas se encaixam perfeitamente à era em evidência – Parnasianismo. Dessa forma, enquanto que os representantes dos demais estilos de época, preocupando-se mais com o conteúdo, com a temática propriamente dita, encontravam em tal posicionamento uma forma de expressar a visão, a ideologia que mantinham frente à realidade que os cercava, os representantes parnasianos cultuavam a “arte pela arte”, ou seja, captavam a realidade de uma forma absolutamente neutra, longe de quaisquer preocupações de ordem social ou crítica.

Não menos relevante se evidenciavam o preciosismo linguístico e o objetivismo, visto que a “forma” representava a força-motriz de tais representantes, os quais valorizavam, acima de tudo, a composição impecável e rima perfeita, o que equivale dizer que a linguagem não ficava aquém de tais intenções, sendo essa envolta por um preciosismo implacável, constituída por um vocabulário altamente requintado.

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Questão 2

Infere-se como adequadas as informações prestadas na letra “B”, pois tal estilo de época (Parnasianismo) representou uma escola literária voltada para o culto à forma, preconizando a rima, os valores clássicos, a linguagem rebuscada, voltada, sobretudo, para um intenso preciosismo, entre outros aspectos. Acerca dos representantes, torna-se inegável que as afirmações em evidência tão bem os pontuaram, são eles: Raimundo Correia, Alberto de Oliveira e Olavo Bilac.

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Questão 3

Ao analisarmos o poema em questão, sobretudo no que se refere à estética, constatamos, evidentemente, que se trata de um soneto, composto por dois quartetos (estrofes com quatro versos) e dois tercetos (estrofes com três versos). Aspecto esse que simbolizou uma das principais características da estética em questão – o retorno aos moldes clássicos, mais precisamente à Antiguidade clássica. Outro aspecto, que também demonstra essa preocupação com o culto à forma, diz respeito à posição das rimas, uma vez dispostas de forma cruzada, com bem nos demonstra os versos:

Fino artista chinês, enamorado,(a)
Nele pusera o coração doentio (b)
Em rubras flores de um sutil lavrado, (a)
Na tinta ardente, de um calor sombrio. (b)

Bem ao gosto parnasianista, temos a linguagem, uma vez representada no poema como uma espécie de trabalho de ourivesaria, adornada, trabalhada, rica, voltada para um intenso preciosismo linguístico. O fato de a poesia não expressar nenhuma representatividade para o poeta, ele mesmo, dotado de uma impassibilidade nítida, parece se mostrar alheio, neutro à realidade a qual pinta, mesmo porque faz uso de um objeto (ora representado pelo vaso) para representar uma visão acerca do universo propriamente dito, aspecto esse materializado por meio dos seguintes versos:

Estranho mimo aquele vaso! Vi-o,
Casualmente, uma vez, de um perfumado
Contador sobre o mármor luzidio,
Entre um leque e o começo de um bordado.

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Questão 4

As impressões por ele captadas, sobretudo no que diz respeito à forma, evidenciam-se por uma forma bastante cultuada na Antiguidade Clássica: o soneto. Quanto à disposição das rimas, notadamente se figuram as rimas interpoladas, representadas por meio dos seguintes versos:

A lua banha a solitária estrada... (a).
Silêncio!... Mas além, confuso e brando,(b)
O som longínquo vem-se aproximando(b)
Do galopar de estranha cavalgada. (a)

Quanto à questão da temática, elemento deixado em segundo plano por todos os representantes da estética em questão, percebemos o estilo do autor em preconizar a objetividade constante – característica essa de cunho relevante na época em pauta. Tal objetividade se manifesta em função do distanciar entre o eu lírico e a matéria poética propriamente dita, aqui transcrita como uma espécie de descrição no que tange às impressões captadas pelo poeta em relação à realidade que o cerca, manifestada pela mais nítida impassibilidade.

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